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com autarcas assim…

“só me lembro do PNDI [Parque Natural do Douro Internacional]quando tenho de assinar algum documento para o parque nos autorizar a fazer obras ou alterações naquela área,” desabafa o edil. (in JN)

Entretanto, num recanto da Galáxia, far, far away :

La actividad del ‘bird watching’ (avistamiento de aves) está aún por explotar en la zona, pero, ante las perspectivas de crecimiento de la oferta ecoturística en los pueblos que rodean a la vía verde (hay seis proyectos de hoteles, albergues y casas rurales en marcha, lo que duplicará la capacidad en la zona), puede convertirse en un reclamo importante que atraiga al público interesado por la naturaleza (in el mundo)

 

modelo de gestão

Embalado nos seus vómitos, o comediante britânico ousou insultar os angolanos, afirmando perante os convidados que “Angola é gerida por criminosos”. (…)

Edição Online nº 2459
Bob Geldof é verdadeiro, trata-se daquele espertalhaço que fez concertos rock para matar a fome ao mundo, mandou uns bagos de jinguba para África e o resto foi para outros bolsos mais selectos

(in Jornal de Angola ed.on-line 2459)

actualização em 08/05/08

uma curiosidade histórica, que revela como o vodka também provoca vómitos:

“Quando os Presidentes da Rússia e Angola, finalmente, se levantaram, os membros das delegações e jornalistas fizeram o mesmo. Todos compreenderam que iam assistir a um acontecimento comparável à entrega da mais alta condecoração de Estado por Leonid Brejnev, Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, ao imperador da República Centro-Africana, Bokassa”

(Andrei Kolesnikov citado in Da Russia)

 Ana Soeiro, que esteve 30 anos ao serviço do Ministério da Agricultura e que fez o maior levantamento de produtos tradicionais em Portugal, critica os “sucessivos governos” de serem omissos por não terem feito uma simples comunicação a Bruxelas para se poder continuar a usar materiais tradicionais e manter práticas de fabrico de produtos típicos portugueses sem violar a lei comunitária.

E não há quem lhe dê réplica?! É assim mesmo como ela diz? Então, como foi possível chegar a este ponto?

“Estou saturada da desculpa de que Bruxelas é que tem a culpa”, disse Ana Soeiro, acrescentando que “aquilo que a UE exige é francamente pouco e fácil de fazer”

Aparentemente, os “sucessivos governos” têm realizado uma bem sucedida sabotagem económica, colocando em risco modos de vida tradicionais e estilos de vida alternativos ao modelo consumista, assim como a cultura do país.

Como não sou dado a teorias de conspiração, mas também ouço críticas como esta faz muitos anos, confesso que não entendo.

 

Hoje na SIC fui surpreendido com esta reportagem “Cabaz da Horta“. Pelo que vi, uma associação formada por malta na casa dos vinte, trinta e poucos, “instalou-se” numa região deprimida demografica e economicamente (concelho de Odemira), e criou projectos para a população, maioritariamente idosa, ainda ligada à agricultura, de modo a esta ganhar auto-estima e algum dinheiro.

 Como? Continuar a ler »

blá, blá, blá

Não sabemos como estão a ser acompanhados posteriormente estes idosos e isso preocupa-nos (ministra da saúde in DD)

E isso é reconfortante para quem está nas listas de espera 4 anos, é tratado às cataratas num olho e espera mais um ano para ser operado às cataratas do outro olho. Sendo octogenário, ainda mais sensibilizado deve ficar com tanta preocupação.

Assim como é estimulante assistir ao espectáculo de criticas às autarquias que levam os “seus” velhos a Cuba: é mais caro, não é tão seguro e, se estivessem mesmo preocupadas com os seus munícipes, teriam antes estabelecido protocolos com os hospitais privados ou as misericórdias.  

É o que há de bom neste país: não se pode dizer a alguém “olha, comprei isto e aquilo por tanto”, que logo aparecem dúzias de amigos, solícitos ou indignados, a contrapor “pois foi caro, se me tivesses falado dizia-te onde compravas por muito menos”.

Já agora, não sendo este assunto uma pura novidade, o que faz tanta gente, de repente, se preocupar com as “viagens” a Cuba?

E será que não podem aproveitar a embalagem para encerrar outras listas de espera do mesmo modo expedito (misericórdias, privados, seja lá o que houver)?

 

 

 Eis quando, após tantos anos de vergonha e sentimentos de inferioridade, descubro que há um fundamento ético para a minha iliteracia matemática: Sem a trigonometria milhões de pessoas teriam sobrevivido (in Que Treta!).

 Que jeito teria feito, à época, declarar alto e bom som aos prof’ de matemática:”Por razões humanitárias e filosóficas, declaro-me objector de consciência ao teste de hoje!”

choque em cadeia

…fiquei chocado, juntamente com outros turistas, quando à chegada da estação do Tua fomos informados de que o troço da linha entre Tua e Abreiro (o mais espantoso do percurso) estava encerrado.

No entanto, quando perguntei aos funcionários da CP e da REFER se havia obras na linha, estes comunicaram-me que as obras estavam concluídas e que apenas se aguardavam instruções “superiores” para reabertura desse trajecto (in Norteamos

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falta de oportunidade

As coisas inacreditáveis que se lêem pela imprensa “estrangeira”:

Por outra banda, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, cualificou de “oportunistas” os que defenden un boicot aos Xogos Olímpicos de Beixín 2008, en protesta polo conflito no Tíbet e pola situación dos dereitos humanos na China.

“Un boicot aos Xogos vai prexudicar naturalmente a República Popular da China, mais tamén ao pobo chinés, xa que o país se fechará aínda máis e a poboación non terá oportunidade de convivir con outras realidades”, afirmou Moura nunha entrevista á axencia Lusa. (in Vieiros)

No post de ontem fui muito comedido na minha apreciação. Hoje, ao ler isto, devo acrescentar: há algo de estruturalmente burro no modo de funcionamento do Estado, administrativa e políticamente.

Como parece haver uma passividade bovina nos tão aclamados centros de excelência, objectivamente em todos os seus actores envolvidos (”Empresas, Centros de Investigação e Centros Tecnológicos, Universidades, Politécnicos e demais Instituições de Ensino Superior, Organismos Públicos e Associações Empresariais ou Sectoriais visando criar redes e definir novos paradigmas de excelência com forte componente das TIC”), incapazes duma tomada de posição pública a respeito destes atropelos à inteligência, à iniciativa e ao desenvolvimento de alternativas energéticas.

Depois venham falar das novas barragens hidro-eléctricas, das campanhas para mudar as lâmpadas em casa, das dificuldades em cumprir as metas de Quioto…ah! e dos eco-fundamentalistas e quejandos.

 

A Polícia Municipal andou em plena Avenida dos Aliados a multar as senhoras que vendiam cravos a quem passava (in PJ)

 cada inspector daquela direcção da ASAE “tem que detectar 124 infracções, levantar 61 processos de contra-ordenação, que vão terminar em coimas, abrir oito processos-crime e fechar ou suspender o funcionamento de pelo menos seis estabelecimentos”. “E até têm de, por instrução central, fazer, pelo menos, duas detenções de pessoas”, frisou. (Paulo Portas in Público)

Há um fio condutor nestas duas notícias que se prendem a uma série de outras muito diversas (assim de memória, cito a “taxa” por adopção, a declaração ao fisco de entregas superiores aos 500 euros por parte dos próprios pais, a inquirição aos noivos sobre as despesas de casamento): o ímpeto persecutório a toda a actividade para “sacar” dinheiro para o Estado, a redução da esfera pessoal ou da iniciativa espontânea a um acto público e económico, a multiplicação de normas e interditos por alegada defesa duma certa ordem.

Sem teorias da conspiração à americana, nem futurismos apocalípticos tipo “Big Brother” (não, o outro: o do livro), isto faz-me recordar a imaginação daqueles reis de outrora para taxar os súbditos sempre que faltava dinheiro nos cofres do reino.

 

 

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