novidades e outras coisas

Archive for Janeiro, 2008

coisas que me espantam

Desde a sua fundação, o BCP foi paradigma de visão estratégica, boa gestão e inovação. Houve, também desde o início, a polémica ligação com a Opus Dei e a (concomitante?) descriminação sexual ao não empregar mulheres por uma questão de produtividade. Porém, a imagem que vingou foi a da grande empresa que revolucionou a banca portuguesa e criou padrões de excelência, nomeadamente nos recursos humanos. (mais…)

Anúncios

velho mercado dos produtos frescos

(…) Ora, este duplo desaparecimento – dos mercados nas cidades e dos produtores em seu redor – é um incentivo criminoso ao abandono dos campos. E se, por maldade ou incúria dos homens – como acontecerá se o Bolhão for destruído – se quebrarem os elos duma cadeia vital, os resistentes de hoje serão os desistentes de amanhã e o que é, ainda hoje, espaço natural, produtivo e saudável, será amanhã… mais cidade!

Esta política surda mas consentida chama-se “desertificação” porque expulsa os camponeses para a cidade e os cidadãos da cidade para as catacumbas das “grandes superfícies”, quase sempre insaciáveis gastadores de energia e, não raro, indecorosos poluidores e predadores de recursos mas com perigosas cores a vesti-los. (Manuel C. Fernandes in JN)

“pobreza canicular”

Pero hai dúas entradas. Nunha, fan cola os nativos. Pola outra, déixame pasar o garda porque enriba da miña cachola reloce un símbolo invisíbel do dólar, da libra, do euro, do todo menos cubano. Pido o xeado máis complexo que sae na carta pero non hai. Non queda nada. Nada máis có xeado básico da casa. Delicioso por certo, aínda que sabe a faíscas porque meu padal xa é servo dos meus ollos e da miña mente, e non podo esquecer a xente arredor mirando. Ten que ser unha das cousas máis deprimentes que teño visto. Quen ten e quen non ten. E eu no seu país. (Craig Patterson in Vieiros)

Não tenho a fortaleza física necessária para conversar diretamente com os vizinhos do município onde fui proposto candidato para as eleições do domingo próximo. Faço o que posso: escrevo. (Fidel de Castro in Granma)

Janeiro frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado

Como não amar estes dias de sol, o calor que se sente no ar, o cheiro que faz lembrar primavera? Um fulgor? Um fluir?/Eras tu? Era o dia? (Eugénio de Andrade)

E depois vem o sentimento de culpa, a ominosa tentação de que a primavera chegue antes do tempo.

Até chegar o arrepio, a dúvida, o medo das consequências do aquecimento global.

Mesmo estas alegrias da infância se arriscam a perder… 

prova de vida

Lo peor no es el dolor físico, no son las cadenas que llevamos colgadas al cuello, ni las permanentes enfermedades. Es la agonía mental causada por la irracionalidad de todo esto, el enojo que produce la perversidad del malo y la indiferencia del bueno (Luis Mendieta, no nono ano de cativeiro, in BBC)

a ponte siciliana e as margens opostas de duas europas

Leia-se um post de viagem que levanta questões bem pertinentes, distintas entre si, mas que se podem associar num fio de ideias: (mais…)

a vila

Tanta singularidade tem que dar para o torto, argumentará o autarca desenvolvimentista: como é que terra que não betoniza a torto e a direito os seus valores naturais pode «criar riqueza»? O certo é que cria, pois o concelho tem um ar indiscutivelmente próspero. Sem ter inaugurado nenhuma atracção espampanante como a Bracalândia ou a «árvore» de Natal mais alta da Europa, Ponte de Lima é das terras mais visitadas do Minho (e de Portugal); e é-o pela singela razão de se manter bonita enquanto o resto do país (incluindo o Minho) se vai tornando cada vez mais feio.(in Dias com árvores)

Nuvem de etiquetas

%d bloggers like this: