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Archive for Outubro, 2011

haloween

Se, conforme muitos gostam de dizer, não há coincidências, como interpretar o facto da população humana atingir a cifra dos 7000 milhões precisamente hoje? Pois… assustador, sim.

"-Está cada vez mais caro engorda-los desde que o governo passou a ser mais restritivo no uso de açucares e gorduras na composição dos alimentos.

Curiosamente, parece que as Nações Unidas projectam para 2100 uma variação que vai de 6000 milhões a 14 000 milhões, e qualquer um destes extremos não anuncia nada de bom. Se associarmos a isto a subida do nível do mar, sobrando menos espaço e menos áreas para cultivo (entre outras maleitas do aquecimento global)…

Além da solução chinesa do filho único (insustentável a prazo) e a proliferação sem planeamento, como acontece ainda nos países mais pobres, a solução de emigrarmos para outro planeta já não desperta o entusiasmo que despertava 40 anos atrás.

Mas como sou um piedoso crente na existência das coincidências, valorizo especialmente esta outra notícia sobre crescimento demográfico. Afinal, os abutres sempre são criaturas mais “afeiçoadas” ao folclore da quadra: praticantes da necrofilia e necrófagas, cheirando de modo condizente, rondando os moribundos e as criaturas enfraquecidas, que têm os abutres-negros para nos dizer de positivo?

Que o respeito pela natureza e pela sua diversidade são uma das vias para podermos resolver problemas decorrentes do crescimento demográfico?

Ah, se tudo fosse tão simples…

pensar o futuro

Já se sabia que isto do optimismo tem uma componente ambiental, mais recentemente parece que identificaram um gene responsável, e, agora, um estudo revela que o cérebro optimista tem tendência a contrariar as evidências desagradáveis e a desvalorizar riscos.

Nada que a vida ( e o bom senso) não nos ensine. Suponho que o sábio louco alemão mandaria tal conclusão às malvas, por tão óbvia, et pour cause, demasiado superficial.

Popularmente, há o velho teste do copo meio cheio-meio vazio. E a variante optimista que vê o copo meio-cheio, mas com tendência a esvaziar; e a variante contrária, que o vê meio-vazio, mas metade já está do lado de cá.

Pessoalmente, creio que combino a variante optimista do copo meio-cheio (mas a esvaziar) com a pessimista (excepto no que diz respeito ao meio-vazio). Isso faz de mim o quê? Pois…

Ou como alguém disse:

meio-cheio/ou meio-vazio/o copo

sobre a mesa pousei-o

sou eu/sem mais/medida do meu desejo   

leis polémicas

Os antigos gregos devem ter algum mito que se aplique ao assunto, os contos de fadas de antanho têm com toda a certeza: isto de haver alguém, ou alguma coisa, que viola impunemente a lei do universo não pode durar sempre, e a penalidade há-de chegar, fatal e desproporcionada.

L’univers démasqué, 1932 de Magritte

Se bem que não tenha de ser assim, talvez. A dita lei só foi promulgada alguns anos depois da criação do universo (mais exactamente, há menos de 100 anos), por obra e génio dum tal de Alberto, e com aplicação retroactiva. Coisa que foi contestada, mais tarde, por um alentejano (e talvez por isso, para muitos fosse anedota).

Provavelmente não se passou nada: um mero erro técnico, e nada, nem ninguém, pôs a lei em causa. Até, como diz alguém, o sistema GPS assenta no cumprimento rigoroso ( e sem excepções) da lei, o que pode parecer trivial porque nos acompanha no dia-a-dia, mas as leis do universo são assim mesmo.

Há quem aguarde com muita esperança a confirmação de que a dita lei foi violada e não porque tenha nada contra ela, paradoxalmente. Simplesmente porque seria uma autêntica revolução dos costumes, talvez o mítico “começar de novo”, e tantos novos mundos a desbravar.

Para mim, leigo nas leis do universo e das outras em geral, mas com uma sólida cultura televisiva desde o anos 60 do século passado (viagens no tempo, tele-transporte, etc), ultrapassar a velocidade da luz não tem nada de extraordinário. Extraordinário, sim, é que por não-cumprimento da lei, esta venha a ser revogada e se faça outra em benefício do infractor. Deve ser por isso que, para muitos, o conhecimento científico não é fiável.

Que sirva, ao menos, para incentivar as escolas e os educadores a ensinar aos miúdos a entenderem as leis (do universo). Mas isso, se calhar, já sou eu a fazer ficção cientifica.

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