novidades e outras coisas

Archive for Abril, 2011

agnus dei

Antigos lugares de culto edificados sobre outros arruinados, cultos nunca esquecidos de crenças de que não há memória o nome. Nestas ruínas sobre ruínas, o Agnus Dei liberta-se dos pecados do mundo, revoltado contra o destino imposto e assume-se como criatura selvagem, deus pagão e macho do rebanho. Em verdade, verdade se diga: estariam melhor preparados os peregrinos de outrora frente aos de hoje, perante tamanha revelação?

(mistério pascal in Imago Mundi)

pão-de-ló e amêndoas amargas

Bem sei que é páscoa e tal, o futebol está bem e recomenda-se, mas a alta política impõe-se. A saber: no congresso em Matosinhos, o PS assume que a política do chefe é a opção assumida dos militantesos escolhos as escolhas políticas de Passos Coelho retratam a maturidade e a reflexão da alternativa, o desinteresse assumido do PCP e do BE em enfrentar a crise está ao nível dos dois partidos anteriores. Aparentemente, o PP está seguro de que depois de 5 de Junho alguém terá de lhe telefonar a pedir qualquer coisa, et pour cause, está sereno e não se compromete.

Posto tudo isto, que interessa o resto pelo mundo fora?

Ou, para ser mais mesquinho, de que vale pensar no que se deve pode fazer para resolver aqueles pequenos problemas do dia-a-dia?

Como se pode ler abaixo, por exemplo:

Quais são os mitos e os erros da política económica em Portugal?

  • O Grande
  • O Concentrado, numa Região, em poucas pessoas
  • As cidades criativas
  • O Ganho das Economias de Escala, em se pretender tudo fazer de uma só vez
  • A Internacionalização, descurando o mercado interno
  • Os Resultados rápidos, por uma exigência das Bolsas, de 3 em 3 meses
  • Os Oligopólios nos bens não transaccionáveis: energia, telecomunicações, estradas, saúde

O que fazer? O contrário.

  • As micro e PME’s
  • A Regionalização
  • O regresso ao interior, para o qual as linhas ferroviárias regionais são essenciais
  • As obras públicas repartidas por pequenas adjudicações que fomentem a eficiência pela concorrência e a baixa dos preços e não pelo monopólio de grandes obras em que só alguns conseguem concorrer
  • O mercado ibérico, a Euroregião Galiza – Norte de Portugal – Castela e Leão
  • O capital paciente e os resultados uma vez por ano
  • A concorrência nos bens não transaccionáveis
(José Ferraz Alves in A Baixa do Porto)
Entretanto, o país folga mais um pouco.

Nuvem de etiquetas

%d bloggers like this: