novidades e outras coisas

Archive for Abril, 2008

choque em cadeia

…fiquei chocado, juntamente com outros turistas, quando à chegada da estação do Tua fomos informados de que o troço da linha entre Tua e Abreiro (o mais espantoso do percurso) estava encerrado.

No entanto, quando perguntei aos funcionários da CP e da REFER se havia obras na linha, estes comunicaram-me que as obras estavam concluídas e que apenas se aguardavam instruções “superiores” para reabertura desse trajecto (in Norteamos

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falta de oportunidade

As coisas inacreditáveis que se lêem pela imprensa “estrangeira”:

Por outra banda, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, cualificou de “oportunistas” os que defenden un boicot aos Xogos Olímpicos de Beixín 2008, en protesta polo conflito no Tíbet e pola situación dos dereitos humanos na China.

“Un boicot aos Xogos vai prexudicar naturalmente a República Popular da China, mais tamén ao pobo chinés, xa que o país se fechará aínda máis e a poboación non terá oportunidade de convivir con outras realidades”, afirmou Moura nunha entrevista á axencia Lusa. (in Vieiros)

“oleões” no país dos morcões

No post de ontem fui muito comedido na minha apreciação. Hoje, ao ler isto, devo acrescentar: há algo de estruturalmente burro no modo de funcionamento do Estado, administrativa e políticamente.

Como parece haver uma passividade bovina nos tão aclamados centros de excelência, objectivamente em todos os seus actores envolvidos (“Empresas, Centros de Investigação e Centros Tecnológicos, Universidades, Politécnicos e demais Instituições de Ensino Superior, Organismos Públicos e Associações Empresariais ou Sectoriais visando criar redes e definir novos paradigmas de excelência com forte componente das TIC”), incapazes duma tomada de posição pública a respeito destes atropelos à inteligência, à iniciativa e ao desenvolvimento de alternativas energéticas.

Depois venham falar das novas barragens hidro-eléctricas, das campanhas para mudar as lâmpadas em casa, das dificuldades em cumprir as metas de Quioto…ah! e dos eco-fundamentalistas e quejandos.

 

multas, coimas, contra-ordenações, processos-crime, detenções…

A Polícia Municipal andou em plena Avenida dos Aliados a multar as senhoras que vendiam cravos a quem passava (in PJ)

 cada inspector daquela direcção da ASAE “tem que detectar 124 infracções, levantar 61 processos de contra-ordenação, que vão terminar em coimas, abrir oito processos-crime e fechar ou suspender o funcionamento de pelo menos seis estabelecimentos”. “E até têm de, por instrução central, fazer, pelo menos, duas detenções de pessoas”, frisou. (Paulo Portas in Público)

Há um fio condutor nestas duas notícias que se prendem a uma série de outras muito diversas (assim de memória, cito a “taxa” por adopção, a declaração ao fisco de entregas superiores aos 500 euros por parte dos próprios pais, a inquirição aos noivos sobre as despesas de casamento): o ímpeto persecutório a toda a actividade para “sacar” dinheiro para o Estado, a redução da esfera pessoal ou da iniciativa espontânea a um acto público e económico, a multiplicação de normas e interditos por alegada defesa duma certa ordem.

Sem teorias da conspiração à americana, nem futurismos apocalípticos tipo “Big Brother” (não, o outro: o do livro), isto faz-me recordar a imaginação daqueles reis de outrora para taxar os súbditos sempre que faltava dinheiro nos cofres do reino.

 

 

25 de Abril?! Parece que foi ontem…

Como português nascido no início da década de 60 do século passado, tenho crescido com a ladaínha das comemorações da instauração da República e o cortejo dos velhos republicanos (cada ano menor) a lamentar a ignorância dos “novos”,  a perda da memória e essas lamúrias que ainda ontem ecoaram no parlamento a propósito do 25 de Abril: Os mais novos, sobretudo, quando interrogados sobre o que sucedeu em 25 de Abril de 1974 produzem afirmações que surpreendem pela ignorância de quem foram os principais protagonistas, pelo total alheamento relativamente ao que era viver num regime autoritário

Também cresci com as celebrações em memória dos que morreram na Grande Guerra (a primeira, claro).

Quando digo que “cresci” é somente no sentido de que, todos os anos, há um feriado ou um dia votivo que me recorda algo completamente marginal ao meu quotidiano, ao meu futuro e às minhas preocupações transcendentais (seja lá o que isso queira dizer…).

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tratado de Lisboa(4)

Quase sem dar por ela, sem pompa, nem circunstância, o parlamento português aprovou por larga maioria um tratado internacional da maior importância. Aparentemente, durante a presidência portuguesa da Comunidade Europeia (faz quanto tempo?!), este seria tema para largo debate, até possível referendo. Porém, passou-nos ao lado. (mais…)

na tua terra

A grande bolha de água estagnada alastrará …(in dias com árvores)

 

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