novidades e outras coisas

Archive for Maio, 2008

“…se fosses só três silabas de plástico, que era mais barato!” *

Que em Maio chova bem demais, não me choca, mas que esteja frio já não me conformo principalmente se amanhã for Junho. É como se a crise que assola o mundo e que nunca saíu do país também afectasse a progressão das Estações.

 

Que isto das crises também têm os seus ciclos, como se sabe. A crise dos combustíveis “caros”, recordo-me bem dela quando tinha 10, 11 anos; a crise no PSD é recorrente, a avaliar pelos próprios candidatos à liderança do partido; a crise do país idem aspas. Problema, problema mesmo, é a falta da sardinha em mês de Santos Populares. Mau karma por razões que me escapam, ou talvez não que futuro pode ter uma nação fundada no acto dum filho prender a própria mãe?

Felizmente, e a breve prazo, tudo isto será passado: o europeu de futebol está aí!

Pena só durar umas semanitas e isto se não acontecer uma desgraça à equipa “de todos nós”, claro!

Depois é Agosto. O ciclo prossegue mais para a frente…mas aí, da América hão-de vir boas-novas.

E nós por cá todos bem, assim-assim, mais ou menos, nunca pior…

* in Portugal de Alexandre O’Neill

“it is very secure”

It just kept tapping away. It didn’t need power, it didn’t need batteries, it didn’t need recharging.

One ribbon went back and forward and back until it was a rag, almost, and out came the dispatches. I have never had an accident where I have pressed a button and accidentally sent seven chapters into cyberspace, never to be seen again.

And have you ever tried to hack into my typewriter? It is very secure. (Frederick Forsyth)

“a ideia de nos vender metade da Quinta é excelente”

O princípio da negociação é excelente, devia era ser adaptado e o Governo vender definitivamente aos portugueses o seu país (in A Baixa do Porto)

uma notícia há muito aguardada…

Foi tan emocionante que enchéronseme os ollos de bágoas (mesmo estou emocionandome agora ao lembralo). Collín a nena nese intre e foi o mellor do mundo. Púxenlle os seus primeiros cueiros e vestina.

E non hai mais que contar. (um pai babado)

nunca ter dúvidas e raramente errar, já dizia alguém…

Mas como se explica então que Portugal, depois de tanto investimento na educação, continue a ter um comportamento económico tão medíocre? Na verdade, não basta investir no ensino. É necessário investir na qualidade do ensino. Não chega massificar, é necessário qualificar  (Aguiar-Conraria)

A origem do tal “facilitismo” não residirá justamente aí, na sistemática recusa da auto-reflexividade, na incapacidade que grande parte dos professores e académicos demonstram em questionar os confortáveis limites das suas disciplinazinhas e especialidades e em pensar(em-se) fora desses limites? (atitudes estas que são transmitidas aos alunos, claro). Será que a crescente complexidade da sociedade contemporânea se coaduna com estas divisões e recusas? (…) Como conciliar a necessidade de manter um certo grau de especialização com a necessidade, não menos premente, de flexibilizar as formações e torná-las mais interdisciplinares (se não mesmo trans-disciplinares)? (Daniela Kato)

To develop skill requires a good measure of experiment and questioning; mechanical practice seldom enables people to improve their skills. Too often we imagine good work itself as success built, economically and efficiently, upon success. Developing skill is more arduous and erratic than this. (…) Even if society does not reward people who have made this effort as much as it should, in the end, they can achieve a sense of self-worth – which is reward enough (Richard Sennet)

o labor da memória

Até o mais familiar dos percursos pode ser amedrontador: basta levantar os olhos e deixar-se surprender pela luz do céu sempre em mutação. Há fragmentos da cidade que levam o caminhante a questionar-se sobre o tempo que passa, possuído pela nostalgia dum tempo que não é o seu.

“isto é expressivo duma mentalidade”

Em (mais uma) época de crise económica, em período de intenso debate eleitoral (no PSD, pelo menos), esta entrevista do coordenador do estudo “Um olhar sobre a pobreza” não traz grandes novidades, mas sintetiza de modo claro, objectivo, os dados essenciais para um programa político, para um desafio a colocar à sociedade:

 

Porque a pobreza é um fenómeno social, não apenas individual: é não ter recursos para participar nos hábitos e costumes da sociedade (mais…)

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