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Douramente

amendoeira

Ao amanhecerem flores exuberantes e olorosas em dias de azul em pleno Inverno, seremos tão ingénuos para acreditar na promessa de Primavera? Os mais pragmáticos cantarão loas ao milagre da natureza, fruto do esforço humano.

Estas são terras semeadas de equívocos: ao viajante que palmilhe as encostas pedregosas não escapará o jeito de sedução com que as montanhas travam a marcha do rio até ao mar.

O Douro é rio de variados Douros, tão diferentes entre si como a noite para o dia. Todavia, não é o rio, mas são as margens que se contorcem: por onde passe, elas estreitam-no na ilusão de o conter.

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“Milagre da Primavera no Vale do Sabor”

Não há muitos sítios assim em Portugal e no mundo. É uma pena que a “EDP sustentável” o vá destruir de forma irremediável. (in Fauna Ibérica)

Vale do Sabor na Primavera de 2012: em breve a barragem inundará este paraíso de vida selvagem em Portugal.

porto de rio

Na deriva dos passos perdidos, a cidade velha parece ter o sentido fixo nos poderes emanados do Céu como se algo alguém?, altíssimo e eterno, marcasse o ritmo e desse sentido às atribulações que se atravessam no caminho.

Porém, muitas foram as vezes que os que cá moravam pegaram em armas contra o poder lá do alto. Não só o céu é sempre outro, conforme a cidade se move em redor do transeunte, como este é transportado para outros horizontes e distintas emoções.

Passa-palavra

Vimos convidar os senhores e senhoras jornalistas para participar numa Conferência de Imprensa, na próxima sexta-feira, dia 30/07, pelas 11.15h, no Café Majestic, no Porto, na qual será apresentada a resposta favorável dada ao Requerimento e o teor do Despacho relativo ao pedido de abertura do processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional” (in LinhadoTua.net)

O anúncio da conferência é dos Verdes e do Movimento Cívico pela Linha do Tua.
Suspiro pelo fim daquela inexplicável ideia de barragem
. (Pedro Figueiredo in A Baixa do Porto)

rio abaixo

A seta indica a localização do restaurante, visto do molhe novo.

Há dias, postando a própósito da destruição dum restaurante construído junto à foz do Douro, nos molhes, atribuí a responsabilidade ao mar. Mas não é só a culpa do mar. Também o rio tem culpas…e logo este rio!

Esta é a definição para as “cheias extraordinárias”: “Na foz do rio designam-se cheias extraordinárias as cheias que ultrapassam a cota dos + 6,00 m, Z.H., medidos junto à ponte de D. Luis, na margem direita, por serem aquelas que galgam o cais da Ribeira (cota + 5,90 m), embora quando isso sucede, já Miragaia está inundada (+ 4,19 m)”. (in INUNDAÇÕES DO RIO DOURO: DADOS HISTÓRICOS E HIDROLÓGICOS por Cristina Aires, Diamantino Insua Pereira & Teresa Mira Azevedo)

Segundo o mesmo estudo, há “cheias extraordinárias” de 10 em 10 anos. Espantoso? Nem por isso, o Douro sempre teve fama de ser temperamental e violento (será do vinho?).

O que é mesmo espantoso será gastar-se dinheiro (de quem?*) a construir um restaurante neste local. Ou, mais espantoso ainda, continuar interessado em gastar dinheiro e repetir a graça. Para chegar ao fim e se surpreender sempre com o resultado. E já nem discuto o rigor dos estudos de impacto ambiental, a confiança de quem nos assegurava que as derrapagens orçamentais são imponderáveis inevitáveis ou de todos aqueles que nos sossegam dizendo que as “simulações e estudos que se fizeram, que levam a concluir que não se vai verificar aquilo que certas vozes dizem por aí“.

* Pinto Ferreira [presidente da junta de freguesia da Foz], referindo-se aos cerca de 40 milhões de euros que custou a obra, critique que “os dinheiros públicos tenham sido mal aproveitados” (in JN) 

Tirada do mesmo local, vista para sul e para o molhe do Cabedelo

E esta é a vista da cidade, do lado norte do molhe novo, num dia normal.

 
 

 

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e vai mais uma!

(…) esta política merece o apoio do mesmo Governo que pretende investir 3,8 mil milhões de euros numa linha de alta velocidade entre Lisboa e o Porto.

O mesmo Governo que elegeu o Douro como um dos pólos turísticos prioritários para o país e que, no entanto, autorizou a construção de uma barragem no Tua que vai acabar com um dos mais belos troços ferroviários do país.

O mesmo Governo que quer povoar a Trás-os-Montes de auto-estradas e não investe um cêntimo no desenvolvimento, ou na manutenção, do caminho-de-ferro na região.

O mesmo Governo que, com o fecho das Linhas do Corgo e do Tâmega, dá uma machadada mortal no formidável projecto ferroviário do Douro  

(in Publico)

estação de Barca d'Alva

estação de Barca d'Alva

miradouro

A luz vaga chega das águas a horas incertas: são dias que podem ser noites em que o abafar dos ruídos alumia as vozes ou realça sua ausência.

calem

Quem desce a rua em direção ao rio arrisca-se a perder o sentido das urgências mais vale fazer amanhã o que pode ser feito hoje para viver o aqui-e-agora-e-sempre. Mistérios que confundem o incauto: “Será da luz filtrado pelo céu? Serão as cores sombrias do casario? Ou será mesmo pela peculiar atmosfera à beira-rio?”

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