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Archive for Junho, 2011

the dark side of the earth

Se o Lobo Mau é uma realidade, à Lua o deve. Por oposição, o canto do galo e o nascer do Sol dissipam as trevas e afastam demónios e quejandos.

O que diz muito ou muito pouco sobre a atração da Lua nos pares apaixonados e em todos os vagamundos.

Se a Lua põe os lobos a uivar na serra, o que não fará ao coração selvagem que se descobre preso a uma vida acomodada? "E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível para mim." (Álvaro de Campos in A Noite Terrível) retirado de Imago Mundi (clicar na foto para ver mais)

Mitos, contos e a psicanálise quase não falam de outra coisa, alguma poesia também. Porque, claro, há uma tendência muito grande para esquecer que  all that is now/ all that is gone/ all that’s to come/ and everything under the sun is in tune/ but the sun is eclipsed by the moon. (Pink Floyd in Eclipse)

Pink Floyd – Eclipse (clicar no texto ao lado para ver/ouvir video)

Porém, na Lua a cantiga será outra.

Mas, o que gostaria mesmo de ouvir contar serão as lendas, mitos e versos que os selenitas contam às crianças e às bem-amadas sobre o planeta azul que gira à volta da Lua.

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lobo mau

 

 

A foto acima (retirada do Fauna Ibérica) é assombrosa.

Todo o estereotipo contra o lobo pode encontrar fundamentação nesta imagem (substitua-se o bambi pelo carneirinho branco, pela Capuchinho Vermelho ou pelos 3 porquinhos).

Mas o contexto é outro:

A cabeça de cria de Veado (Cervus elaphus) que transporta entre as presas e o abdómen bastante dilatado que se pode ver na imagem são sinais de uma refeição faustosa. Não para si mas para as suas crias…
Uma vez chegado ao vale as crias irão rodeá-lo, lambendo-lhe o focinho. Num gesto repetido desde há milénios ele irá regurgitar o que ingeriu minutos antes e será o produto dessa regurgitação e a cabeça de veado que irão alimentar a nova geração de lobos portugueses.” (in Fauna Ibérica)
E esta é a narrativa da vida.

 

ninguém é perfeito, afinal

Na derradeira década do passado milénio o Japão ainda tinha intacta a fama de grande potência económica e os Estados Unidos temiam ser dominados pelos gigantes industriais nipónicos. A isso acrescia o duvidoso prestígio da disciplina, rigor e método em todas as áreas e em todos os passos de execução de tarefas.

Na Europa do início do actual milénio, a Alemanha partilha do mesmo prestígio. Ou partilhava. Como se pode ver pelo modo obtuso como impõe austeridade aos seus devedores, arriscando a leva-los ao incumprimento dos pagamentos. Bem sei, pode-se alegar a severa ética protestante, a disciplina prussiana, o rigor do país que inventou a burocracia e desenvolveu o pensamento lógico.

Outro mito, afinal: perante a catástrofe nuclear, o Japão revela a mesma negligência, a mesma parcimónia de administração da verdade, que o mais comum dos países do terceiro mundo; perante a ameaça mortal da bactéria, a Alemanha exibe o reflexo histérico de arranjar bodes expiatórios, a ponto de ter de ser travada pelas instâncias comunitárias, como qualquer país da Europa dos PIGS.

É a crise, afinal.

a luz ao fundo do túnel…

Partidas que não deixam saudades, chegadas que se saúdam, palavras de ânimo e realismo.

Sem ter de chegar ao mítico moto blood, sweat and tears, mais vale ouvir que dói,vai doer mais, e, mesmo assim, é por aí que se poderá evitar a gangrena generalizada, do que viver num país surreal.

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"Sim...estamos agora mesmo a muda-la." Placa: "Benvindo à LUZ NO FUNDO DO TUNEL"

E surreal é o país que votou dum modo em Setembro de 2009, dois anos e meio depois vota de modo bem diferente. Mais sensato, será?

É perguntar a todos os que abdicaram de assumir o risco duma decisão (mais de dois milhões de eleitores), pois esses, quando se dão ao trabalho de justificar, elaboram preciosas pérolas de ciência política tipo são todos iguais…para quê votar?

Claro que, em regime democrático, há sempre o desolador quadro de gente banal e sem especial brilho, escolher como dirigentes (a termo certo) gente sem brilho especial e, até, banal.

Nada como o fulgor do génio dos Grandes Timoneiros, Queridos Líderes, Pais da Pátria, Generalíssimos, e outros homens providenciais.

Ainda bem, dirão os que têm memória. O dia-a-dia das pessoas felizes faz-se de banalidades. Como o velho Cícero dizia: mediocridade dourada.

Sem deixar de assumir riscos, opiniões contraditórias. E paixões, de preferência criativas.

Isso. Cultura, claro.

E ninguém espere que seja um governo a distribui-la por decreto. Há que a cultivar na horta das traseiras lá de casa, ou nas floreiras por mais exíguas sejam. E trazê-la para os mercados e feiras onde seja transacionada em géneros e espécie.

Sem pressas, mas sem esquecer que o futuro já começou há muito tempo atrás.

 

 

 

 

lá se fazem…

…cá se pagam:

Governo dá 400 milhões a Lisboa e 1 milhão ao Porto

Porto garante maioria à Direita

Nada de novo, pois as virtudes do centralismo são bem conhecidas e Lisboa é mesmo uma linda cidade, cheia de história, simpatia e um grande rio.
Por outro lado, as pessoas do Porto, do Norte, os galegos em geral, são gente mesquinha, rancorosa e,como se vê vingativa.

Olha lá se fossem tão unidos e determinados em avançar com a Regionalização de modo a poderem desenvolver políticas de desenvolvimento e gerir as verbas comunitárias que lhe são destinadas,mas previdentemente aplicadas no engrandecimento da nossa bela capital

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