novidades e outras coisas

Archive for Julho, 2008

será o adiamento da data do próximo natal?

O motivo da comunicação não foi ontem assumido, mas um assessor do Presidente garantiu ao PÚBLICO que só uma razão verdadeiramente importante levaria o Presidente a interromper as suas férias e, sobretudo, a usar a televisão para falar ao país (in Publico).


Eu, por mim, arrisco vaticínio: é desta que vamos recuperar Olivença (in Água Lisa)

e não se pode extermina-los?

“…as mulheres e as crianças guincharam selvaticamente e bateram e chamaram nomes”

“Pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes” (in Publico)

consumição

época balnear e afogamentos

Que hajam mortes por afogamento na época balnear não tem nada de surpreendente, mas espanta-me que se digam sempre as mesmas inanidades.

Como é possível alguém se afogar nos pequenos rios portugueses, às vezes simples ribeiras, de caudal muito reduzido no Verão? Desde sempre ouço mirabolantes lendas negras sobre certos rios ou certos pontos de determinado rio. Os poços, os remoinhos, as correntes, estão presentes no imaginário popular que já se alimentou de figuras aquáticas mais sugestivas (marinhas, cocas ou a melancolia lunar dos corações destroçados).

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malhas que o império tece…

E que mal faz que eles entrem para a comunidade linguística galaico-portuguesa?

Já no ano passado, Obiang Nguema, no poder desde 1979, disse estar disposto a adoptar o português como terceira língua oficial.

Tá bem, o regime mete nojo. Mas se eu fosse Platão Sócrates punha como condição a abertura duma delegação do Instituto Camões com aulas de português. Segundo os meus dossiers da CIA, a literacia do país nem é tão má assim:

Literacy:
Definition Field Listing
definition: age 15 and over can read and write
total population: 87%
male: 93.4%
female: 80.5% (2000 est.) 

é da asae que fala, claro

Antes da fiscalização deveria haver investigação, formação, análises de graus de risco e da população consumidora. (Xavier Malcata)

Fica bonito dizer isso, mas obrigava o país (e o Estado, claro) a investir na inteligência, na educação, prejudicando as coimas, contraordenações, multas e outras formas de receita.

“don’t ask, don’t tell”

Há poucos dias lia o JCésar Neves sobre o “deboche e perversão” e hoje vejo estampado aqui exemplos bem palpáveis:”(…)warnings about “inappropriate passive/aggressive actions common in the homosexual community,” the prospects of “forcible sodomy” and “exotic forms of sexual expression,” and the case of “a group of black lesbians who decided to gang-assault” a fellow soldier.”(in Washington Post)

Não, não é “o mais brutal e esmagador ataque à família e à vida da história do mundo” (JCésar Neves a propósito da pílula anti-concepcional), mas anda perto.

quinta da fonte: problema racial?

Á volta da Quinta da Fonte tem havido polémicas sobre assuntos mais vastos e interessantes: o racismo, as minorias étnicas, a assistência social do Estado, os bairros sociais em particular.

Um dos que me prende mais a atenção é a oposição entre “negros” e “ciganos” no bairro, duas “minorias” pouco apreciadas pela “maioria branca”: tanto quanto posso aferir, a maioria das opiniões da “maioria branca” tem optado pelos “negros” contra os “ciganos”. Já neste post exprimi o que penso sobre a utilidade destas generalizações “étnicas”.

preconceito (clicar na imagem para ampliar)

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pois eu cá não sei que diga

O Acordo Ortográfico foi aprovado e eu confesso-me pouco motivado pela polémica à sua volta. Que alguém que cultiva a Língua Portuguesa com a qualidade como o faz Vasco Graça Moura seja contra, é motivo para me preocupar. Se vai melhorar os índices de leitura, reforçar o peso da língua portuguesa no mundo ou dinamizar as editoras não faço ideia.

Já um poeta cá da terra se queixava que “lírio” sem “y” não era um “lyrio”, mas isso foi no início do século passado. Será que as parafarmácias seriam diferentes se fossem “parapharmácias”? Ou Platão menos filósofo por ter deixado de ser philósofo?

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“…pero notó su cariño”

(…) dois homens, fotografados de costas, caminham num jardim bem cuidado. Um deles, de casaco, põe a mão por cima do ombro do outro, em mangas de camisa. (in Corta-Fitas)

Uma imagem que não dispensa as palavras.

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