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(…) as duas ofendidas, raparigas novas, mas mulheres feitas, não hesitaram em vir para a estrada pedir boleia a quem passava, em plena coutada do chamado «macho ibérico».

 apanhada na coutada

 É impossível que não tenham previsto o risco que corriam; pois aqui, tal como no seu país natal, a atracção pelo sexo oposto é um dado indesmentível e, por vezes, não é fácil dominá-la.

Assim, ao meterem-se as duas num automóvel justamente com dois rapazes, fizeram-no, a nosso ver, conscientes do perigo que corriam, até mesmo por estarem numa zona de turismo de fama internacional, onde abundam as turistas estrangeiras habitualmente com comportamento sexual muito mais liberal e descontraído do que a maioria das nativas.

 De resto, as duas ofendidas deviam já ser raparigas de comportamento sexual experiente e desinibido (…)

(acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 18 de Outubro de 1989, publicado no BMJ nº 390, de Novembro de 1989, página 160 e seguintes) [in Cinco Dias]

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Comentários a: "“raparigas novas, mas mulheres feitas”" (6)

  1. Triste justiça a nossa.

  2. Se aida fosse possível, teriam sido condenadas à fogueira…

  3. […] nota final: isto lembra-me outro famoso acórdão, o da “coutada do macho ibérico“. […]

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