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“¿Por qué odio las fiestas populares?”

Aranda del Duero, uma cidade vizinha de Pamplona, nunca alcançou o mesmo grau de sucesso com a sua largada anual de abelhas assassinas.

Aranda del Duero, uma cidade vizinha de Pamplona, nunca alcançou o mesmo grau de sucesso com a sua corrida anual de abelhas assassinas.

Cuando los poderes perseguían, restringían, oprimían, internaban o ejecutaban, las fiestas populares eran un paréntesis de alivio en el que se consentían algunos excesos, un tiempo breve en el que hacer manifiestas la alegría vecinal o la furia, la risa satírica y el poder corrosivo de los menesterosos.

En teoría, el único precepto que se seguía en una manifestación reglada por ritos era éste: fuera normas… ¿Qué es lo que sucede hoy, en nuestros tiempos permisivos e hipermodernos?

En muchos casos, las fiestas populares se han convertido en la excusa para que el exceso injustificado se exprese, para que algunos brutos se manifiesten rompiendo materialmente lo propio y lo ajeno, para que algunos se entreguen a un libramiento destructivo con desenfreno impenitente.

Por supuesto, en las fiestas siempre estuvo ese sentido de brutalidad: eran incluso bestiales, pues el vandalismo es una forma de expresar lo reprimido, lo que necesita escape o paliativo.

Sin embargo, en la sociedad permisiva y democrática de nuestros días, el vandalismo no es necesariamente la manifestación de los humildes: muy frecuentemente es la licencia que se da el individuo bronco y ordinario.

(Justo Serna in El País)

viva a queima!

Hoje acho que há faltas de sensatez numa excepção que mobiliza milhares de pessoas mas que prejudica outros tantos milhares, o cortejo da Queima das Fitas.

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São dez e meia da noite e na Rua da Restauração, junto ao Hospital de Santo António, estão uns reboques com aparelhagem sonora aos berros, que buzinam como se estivessem numa autoestrada naquilo que presumo seja uma tentativa de marcar o ritmo por parte de algum futuro licenciado mais alcoolizado.(F.Rocha Antunes in A Baixa do Porto)

Mas o que mais me entristece no meio deste amontoado de lixo é ver a classe estudantil completamente anestesiada e sem qualquer interesse pelas questões sociais, pelos problemas da sua cidade e já nem sequer pelas questões que lhes dizem directamente respeito.

Durante praticamente todo ano, aquilo que infelizmente vejo, aqui no centro histórico do Porto, são estudantes trajados empenhadíssimos naquela que eu considero ser a melhor instrução para o futuro desta geração: a praxe, um excelente treino de obediência e sujeição a todo o tipo de humilhação, sem direito a reclamar…(Sérgio Caetano in A Baixa do Porto)

Assim sendo, podemos afirmar que este evento é como que uma retribuição à cidade do Porto por tudo aquilo que proporciona aos estudantes da Academia, nas suas mais variadas vertentes.(Federação Académica do Porto in Queima09 Porto)

Mas tem tudo para ser um acontecimento de vulto: agrega milhares de pessoas da faixa etária entre os 17 e os vinte e tal anos em cada uma de várias cidades do país, numa máquina oleada por uma estrutura profissional que movimenta verbas muito consideráveis, animando decisivamente a industria dos eventos e dos espectáculos. Pessoas que, supostamente, são consumidoras habituais de produtos culturais, com seus gostos, tendências e critérios.(autocitação aqui)

um terço (32,3%) dos alunos da Universidade de Coimbra (UC) concorda com a prática de actos de “violência física ou simbólica” no âmbito da praxe académica(…) Mais de 80% dizem-se favoráveis à discriminação sexual, recusando qualquer revisão do código da praxe que igualdade os direitos de homens e mulheres. (in JN)

 Caramba, rapazes, só a ideia dessas coisas me põe o coração negro! E como vocês podem falar nisso, a rir, quando se trata do país, desta terra onde nascemos, que diabo! Talvez seja má, de acordo, mas caramba!, é a única que temos, não temos outra! É aqui que vivemos, é aqui que rebentamos…Irra, falemos de outra coisa, falemos de mulheres! (Tomás de Alencar “o nosso poeta” in Os Maias de Eça de Queirós)

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