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Archive for Agosto, 2013

Perigos de quem anda sozinho pela noite…

De vez em quando, alguém teima em me recordar como é perigosa e selvagem a vida em certos recantos deste país, supostamente civilizado.

 

Sempre bem documentado com detalhes macabros e fotográficos, confirma que por aí andam lobos maus e outras criaturas sinistras da noite a comer inocentes bambis, tal qual os vampiros e lobisomens dos best-sellers e blockbusters que a nossa cultura urbana de centro comercial nos oferece para descarga de adrenalina e fantasia onírica.

Illustration of Wolf Approaching Little Red Riding Hood

E diz que o fazem para cevar a fome duma prole desejosa de sangue e carne, e deste modo garantir a perpetuidade destas espécies que se alimentam de outros seres vivos.

Nesta altura dos fogos de Verão, quando andamos iludidos pelo marketing que nos leva a confundir floresta com monoculturas industriais de pinheiro-bravo e eucalipto, é bom que prestemos atenção à “Natureza bem viva, selvagem, que apesar de raramente podermos observar encontra-se ainda bastante preservada no nosso país. Acreditem. Basta olhar para as imagens…

Ok...Espero que todos gostem deles tostado por fora e rosadinhos no meio.

Ok…Espero que todos gostem deles tostados por fora e rosadinhos no meio.

 

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Verão cultural

Um dos privilégios da minha vida é o de poder gozar, com alguma frequência, fins-de-semana numa zona rural algures no sudoeste europeu, finais de tarde à beira-mar numa praia do nordeste-atlântico ou um dia inteiro a passear por um dos grandes rios ibéricos. Privilégios de quem reside no litoral sul da região galaico-portuguesa.

Apesar desta diversidade geográfica, em todos estes lugares posso usufruir do mesmo gosto cultural pela música gravada, geralmente com uma qualidade algo peculiar, que me chega de localidades “em festa”, dos bares da praia por onde passeio, do próprio barco que faz o percurso do rio.

A qualidade do som pode variar (muito mau nas aldeias, mau nos barcos e sofrível nas esplanadas de praia), o reportório vai do pimba (os barcos) ao pseudo-folclórico (as festas de aldeia) e a estilos mais ecléticos desde o pop dos anos 80 a temas jazzísticos (os bares), mas a ubiquidade do ruído (musical) é, de facto, a prova da tenacidade cultural das multidões estivais que celebram o convívio, a festa, o escape.

Cultura versus (evidentemente) Natura. Quem está para escutar o piar irritante dos passarinhos, o silêncio enervante das margens do rio (se calhar o rio até tem os seus ruídos próprios, mas é impossível afirmá-lo sob a torrente de canções porno-pimba que os barcos debitam) ou o barulho monótono do mar?

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