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Archive for Junho, 2008

europeu

Claro que fico contente com a vitória da seleção espanhola: porque é uma seleção ibérica, porque jogou bem e melhor do que a adversária, porque realizou uma excelente “campanha” ao longo do Europeu. Sim, e porque mostrou que os “baixinhos” podem superiorizar-se aos “grandes” desde que joguem com arte e atitude.

Também fiquei maravilhado com a forma alucinante como a seleção turca jogou. Sim, e também porque imagino que ajude a reforçar o sentimento europeu na Turquia e a baixar as resistências contra a candidatura turca na Comunidade Europeia.

E muito me alegram os êxitos da seleção internacional brasileira, de Portugal à Turquia, neste Europeu.

Naturalmente, aprecio com muito gosto a regularidade com que a seleção portuguesa se tem apresentado nos Europeus/Mundiais desde finais do século passado, e seu estatuto de “potência” futebolística.

Não menos importante, também me alegra um Europeu assim: jogado em dois países (e podiam ser três ou quatro).

“a kind of bastard populism”

In their innermost souls most of them probably know that the institutional changes envisaged in the Lisbon treaty were, if anything, far too modest to give the EU even a modicum of the political clout it will need as the 21st century progresses.

But they were afraid to say so. Indeed, their treaty was expressly designed not to say so.

Their whole object was to present the narrowest possible front to Eurosceptic opposition, to smuggle barely adequate changes into law, in the hope that nobody would notice. (David Marquand )

mugabe

Deve ser algo frustrante, para quem governe um país sem qualquer prurido democrático, aperceber-se de que os seus legisladores deixaram algumas pontas soltas na malha do regime autoritário.

“si un second tour n’a pas lieu ou ne peut pas être tenu dans les 21 jours” suivant le premier scrutin, “l’article 3 (1) (b) de la Loi électorale stipule que le candidat ayant obtenu une majorité simple des suffrages sera le président dûment élu”.

No caso de Mugabe, as responsabilidades também são suas já que deu demasiada confiança, a opositores internos e a críticos externos (mesmo que amigos), que agora se arrogam a dar opinião sobre os assuntos da governação. (mais…)

uma mulher das arábias

Muito boa a reportagem “Uma mulher das arábias” na rtp1. E que extraordinária mulher a Maria da Conceição!  “The Dacka Project” , com uma história de três anos apenas, é das iniciativas mais interessantes de que tenho tido conhecimento .

deus os acuda!

País de marinheiros, assim se gostam de imaginar. E terá havido governo, nos últimos 30 anos que não se tenha cansado de lembrar a vocação marítima, enchido a boca com os “oceanos”? Os mais estudiosos até afirmam que há uma coisa assim chamada ZEE,  na” qual têm prerrogativas na utilização dos recursos, tanto vivos como não-vivos, e responsabilidade na sua gestão”.

Porém, reza a seguinte história (há muito, muito tempo atrás…) que vinham a entrar na barra e o motor avariou. Pediram socorro às 23,20 horas e, até à meia-noite, ninguém lhes respondeu. O salva-vidas só chegou à 1,10 horas”  Imprudência de quem anda pelo mar a altas horas da noite, pois não sabem eles que o mar é traiçoeiro e a noite má-conselheira? (mais…)

“soma zero” e todos ganham

“o Governo respeita a decisão [do Tribunal de Justiça Europeu]” garantindo que “o valor das portagens pago pelos utentes irá manter-se”

É comovente como ainda vão surgindo excepções ao princípio do “utilizador-pagador”,  permitindo que todo um país se solidarize com uma região menos afortunada.

Segundo o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, a operação que venha a ser efectuada não terá impactos nas contas do Estado. “Vou ter que compensar a Lusoponte, mas o Estado também vai ter uma receita maior em IVA”, disse o ministro no final da reunião do Conselho de Ministros, garantindo, então, ser “uma operação de soma zero” 

 

A proposta do ministério passa pela transferência da receita trazida pelo aumento de IVA para a concessionária, compensando-a pela perda da receita de tarifa. Uma forma expedita de resolver esta “transferência”, e que não seria inédita nas negociações com a Lusoponte, passaria pela retenção do IVA cobrado na concessionária

Eu, que não percebo nada de contas, muito menos de fiscalidade e coisas assim, maravilho-me com quem sabe tanto e tão bem resolve os problemas financeiros sem que ninguém se sinta lesado.

Pena que o resto do país esteja demasiado longe para beneficiar de tão excelentes medidas de apoio económico.

what now?

Goste-se ou não do Tratado de Lisboa, a Europa Comunitária vai cair num impasse, num interregno mais ou menos longo, que nos prejudicará a todos.

Felizmente, não há crise económica à escala mundial, nem os combustíveis, nem os alimentos estão cada dia mais caros, nem a concorrência de outras regiões do mundo afectam a boa e velha Europa. Deve ser por isso que não fizeram um “plano B” caso o referendo irlandês bloqueasse a coisa. Como é o caso.

 

 

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