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Archive for Fevereiro, 2011

pedagogia da discordância

Em arte, discordar é mais importante do que estar de acordo. A arte pode ser uma excelente escola cívica de ensino da discordância, mantendo ao mesmo tempo a civilidade. Podemos estar juntos tendo ideias completamente diferentes. É isso a democracia e a cidadania.

Em arte é muito importante pensar de modo diferente.

(João Fernandes in Grande Porto)

"Se Jesus tivesse morrido numa cadeira eléctrica..."

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quando a china acordar…

Leio aqui pela enésima vez a mesma leitura do futuro previsível, mas os sinais do presente parecem-me mais seguros, até nos pequenos pormenores. Como quando nos contam da ameaça, para o regime, que são as iniciativas dos cidadãos (o embrião da tão falada sociedade civil). Mesmo quando se movem por um motivo tão simples e urgente como seja este: o de encontrar os filhos desaparecidos.

quem avisa…

De facto, é em momentos confusos e terríveis, como estes em que vivemos, que mais precisamos ouvir vozes sábias, oportunas e cheias de perspicácia: Una persona honesta estará siempre contra cualquier injusticia que se cometa con cualquier pueblo del mundo, y la peor de ellas, en este instante, sería guardar silencio ante el crimen que la OTAN se prepara a cometer contra el pueblo libio. (Fidel de Castro in Granma)

O crime que alguém/algo se prepara a cometer!? Se fosse líbio, estaria cheio de medo.

Não sei o que é mais interessante, se apreciar as variações dos discursos de ditadores em queda livre, se as dos seus ex-aliados, ex-amigos, ex-parceiros, perante a exposição pública e notória daquilo que são (e que representam).

 

vergonha

Lastrados al principio por nuestras estrechas relaciones con los dictadores y reyezuelos. Después, por las malas excusas sobre la estabilidad y los peligros del islamismo.

Y, finalmente, por una política exterior europea ya difunta.

El colmo insoportable lo han facilitado los últimos acontecimientos de Libia, donde corre la sangre a raudales, vertida criminalmente por un protegido de occidente. (in Del alfiler al elefante)

“Então — o senhor me perguntará — o que era aquilo?”

Ah, lei ladra, o poder da vida. Direitinho declaro o que, durante todo tempo, sempre mais, às vezes mens, comigo se passou. (…)E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que. (…)

Do demo: digo? Com que entendimento eu entendia, com que olhos era que eu olhava? Eu conto. O senhor vá ouvindo. Outras artes vieram depois. (in Grande Sertão:Veredas)

“la liberdad”

Habría que ser ciegos o muy prejuiciados para no advertir que el motor secreto de este movimiento es un instinto de libertad y de modernización.

Desde luego que no sabemos aún la deriva que tomará esta rebelión y, por supuesto, no se puede descartar que, en la confusión que todavía prevalece, el integrismo o el Ejército traten de sacar partido.

Pero, lo que sí sabemos es que, en su origen y primer desarrollo, este movimiento ha sido civil, no religioso, y claramente inspirado en ideales democráticos de libertad política, libertad de prensa, elecciones libres, lucha contra la corrupción, justicia social, oportunidades para trabajar y mejorar.

El Occidente liberal y democrático debería celebrar este hecho como una extraordinaria confirmación de la vigencia universal de los valores que representa la cultura de la libertad y volcar todo su apoyo hacia los pueblos árabes en este momento de su lucha contra los tiranos. No sólo sería un acto de justicia sino también una manera de asegurar la amistad y la colaboración con un futuro Oriente Próximo libre y democrático. (Vargas Llosa in el país)

pandemia

É fácil ser futurólogo no dia seguinte aos acontecimentos, assim como é mais seguro prever que as mudanças resultem pior do que o previsto.

Mas sempre é um ponto a favor do argumento da universalidade dos Direitos do Homem quando as pessoas saem à rua (depois da Tunísia, do Egipto, do Irão, do Bahrain, da Argélia, do Yemen…) para exigir aquilo que, para um natural da Comunidade Europeia, é algo de essencial à vida social. Direitos que muitos países regimes entendem não serem nem universais, nem essenciais.

Nestas alturas, o que se puder fazer para ajudar quem arrisque a vida para ter, pelo menos, o direito a escolher o governo do seu país, tem de ser feito. Ou, então, façam como este senhor que defende o amigo porque o conhece bem. Mas depois, pelo menos não digam “bem avisei!

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