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Archive for Junho, 2010

Hoje é dia de futebol (Portugal-España…ou vice-versa)

Sessão de Encerramento no Vivacidade-Espaço Criativo, hoje às 17h.

Esta é cidade que cultiva “a melancolia característica dos habitantes do país da morrinha, essa terra de marinheiros e labregos que cantam, dançam e versejam de modo incontinente. País que começa aqui e termina nas rias altas galegas. Ou vice-versa.” (in post Duradouro).

Cinzenta e ensimesmada, sim. Mas também feérica e ruidosa como noite de S. João. (sobre PortoGrafia)

O jogo? Ah, sim…o Brasil!

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S.João

Ateu que sou, também pagão e panteista. Pela noite principalmente.

Saramago

O êxito de Saramago como escritor e icone cultural é um fenómeno interessante se pensarmos que a sua escrita não é fácil (e diria eu intraduzível), com temáticas alheias às tendências dominantes. E sendo português. E sendo velho quando se tornou famoso.

Sobre ele parece não haver meio-termo: a paixão (ou reverência) dos que o apreciam, mesmo sem nunca o ter lido; o ódio (ou a raiva) dos que não o suportam, principalmente nunca tendo lido nada que escrevesse.

Da inveja, não há muito a dizer: ter êxito, êxito literário, neste rectângulo pequenino onde tantos se acotovelam e põe-se em bicos dos pés, ou se desfazem em vénias e mesuras, é realmente uma injustiça insuportável. E a inveja nunca matou o invejoso, pois é alimento que aguça o espírito.

Assim como o vício das carpideiras, sempre atentas a quem aparece e a quem não aparece aos funerais, sempre críticas às formas alternativas de luto, sempre alheias ao legado do morto que não se contabilize em tostões e honrarias: também elas se alimentam de missas, sermões e marchas fúnebres.

Ainda há esperança para um país, quando um escritor é capaz de causar tanta perturbação.

a propósito de nada

Porque me entusiasmo tanto com trivialidades genéticas como as do post anterior?! Será tão difícil entender?

Se bem que os horrores da IIª Guerra Mundial sejam um dos factores mais importantes para a construção europeia que culminou na Comunidade, o tempo trata de apagar da memória o contexto e a narrativa como estas que o El País recorda. E os genocídios, massacres, etc, organizados por estados criminosos ou “espontâneos” e populares, prosseguiram implacavelmente por todo o sec.XX e prosseguem ao longo do sec.XXI. O distraído cidadão pergunta-se hoje, como há 60 anos: “como foi isso possível?”. E estará a pensar no Ruanda ou na ex-Yuguslávia de há 15 anos atrás, na Coreia do Norte de hoje, nas prisões clandestinas e na tortura oficial que o governo americano criou depois de Setembro de 2001. Mas o distraído cidadão, no Ruanda ou na Yuguslávia, nos Estados Unidos ou em Portugal, foi algumas vezes o actor de massacres, um membro da opinião pública favorável às perseguições e às leis de excepção.

Os monstros, como já se sabe desde sempre, estão em nós. Mas quando o vemos no Outro, o jogo do gato e do rato começa.

 

elogio da promiscuidade

…é significativo que haja mais destes genes de neandertal em populações fora de África porque, pelos modelos evolutivos que temos, isto sugere que houve cruzamentos entre sapiens sapiens e sapiens neandertalensis, já na Europa e Ásia, muito depois da separação inicial destas linhagens. (in Que Treta!)

Bons tempos em que não se olhava à côr da pele ou à casta, à nação e à religião.

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