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Archive for Novembro, 2010

hermanos, por supuesto que sí!

 

 

 

 

 

 

A pesar de la letanía oficial de que Portugal España no es Irlanda (una obviedad, aunque no sea más que por la excelente solvencia de los dos grandes bancos portuguesesespañoles), lo cierto es que ambos países tienen algún punto en común. Por ejemplo, la dependencia del ahorro externo. En contra de PortugalEspaña juegan su déficit exterior, la elevada tasa de paro y la escasísima proyección de crecimiento. Hay dos factores que ensombrecen todavía más la confianza de los inversores sobre PortugalEspaña.

Uno es la débil estructura fiscal, que se hunde en periodos de recesión; el otro, la mediocre gestión del Gobierno, capaz de anunciar en falso una reforma de las pensiones, aplazarla después y condicionarla a un acuerdo con los agentes sociales, o de demorar las reformas financiera y laboral. Un lastre añadido es la pobre calidad política que perciben los inversores en el PSDPP. El supuesto recambio no ofrece garantía alguna a los agentes de la inversión mundial. (in El País)

ADENDA: E já agora, também acho que é justo recordar todos aqueles que nos falavam do alto do seu saber. Ou outras variantes que, sem deixarem de ter razão, parecem deslocadas.

parodos “PORTOGRAFIA” atidarymas

Ou seja, com alguma boa vontade: o acontecimento cultural do ano.

a bem ou a mal

A propósito dum livro recentemente publicado, parece ter-se levantado uma polémica “literária” sobre a abordagem do “Mal”. É interessante como pode ser expresso o critério proposto para a “evocação” do dito cujo: Cuando se evoca el mal, es necesario enfrentarlo al bien, para que sirva de contraste. La reconstrucción del mal sin condena, sin héroes positivos, adquiere una apariencia de voyeurismo amoral. (Lucetta Scaraffia citada in el país)

Supunha que a arte europeia já tinha esgotado o tema ainda no sec.XIX. Que os americanos mantém a dialéctica dos bons e dos maus é um facto que posso observar na esmagadora das séries de televisão ou dos filmes de Hollywood, mas até há uma década atrás iludia-me com a expectativa de que, um dia, também haveriam de crescer. Com a presidência de Bush jr. e o Tea Party já percebi que não. E, entretanto, a Europa parece regressar progressivamente aos velhos demónios da sua infância.

Culpa das nossa herança grega? Pouco provável, ou não tivessem os antigos gregos escritos tragédias. Da cultura judaico-cristã? Ainda menos, como se pode ver por esta pérola do “voyeurismo amoral”:

Ora, um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, Satanás apareceu também no meio deles na presença do Senhor.

O Senhor disse-lhe: De onde vens tu? Andei dando volta pelo mundo, respondeu Satanás, e passeando por ele

O Senhor disse-lhe: Notaste o meu servo Jó? Não há ninguém igual a ele na terra, íntegro, reto, temente a Deus e afastado do mal. Persevera sempre em sua integridade; foi em vão que me incitaste a perdê-lo.

Pele por pele!, respondeu Satanás. O homem dá tudo o que tem para salvar a própria vida.

Mas estende a tua mão, toca-lhe nos ossos, na carne; juro que te renegará em tua face.

O Senhor disse a Satanás: Pois bem, ele está em teu poder, poupa-lhe apenas a vida.

Satanás retirou-se da presença do Senhor e feriu Jó com uma lepra maligna, desde a planta dos pés até o alto da cabeça. ( in a Bíblia)

Não há nada como reler os velhos clássicos…

emmy curl from trás-os-montes: alive and kicking in oporto

Hoje, por mero acaso, fiquei a saber da existência desta cantora, saltei para a sua página no my space onde me tenho deliciado a ouvi-la.

Ámanhã, às 18h30m, Emmy irá estar na CDGO, na Rua de Cedofeita, 509-511 (entrada livre). Conto lá estar também (mas escusam de aparecer por minha causa).

“unstable, unbalanced, uncoordinated and unsustainable”

But in reality, what Beijing is doing is investing its money in foreign assets rather than investing in its domestic infrastructure. It’s not just toilets and basic sanitation that are thin on the ground. So is an awful lot of essential infrastructure, such as hospitals and adequate schools in the country’s vast hinterland.

 If a poor Chinese villager gets seriously ill it’s a choice between treatment and penury – or dying. That’s something often forgotten when we talk about the great global imbalance – where America and Britain borrow too much and the Chinese and the Middle East lend them money.

This is money that could be used to help villagers in western China.

 And it’s a big reason the Chinese economy has been called “unstable, unbalanced, uncoordinated and unsustainable” – not by an American economist, but by China’s premier Wen Jiabao. (Aditya Chakrabortty in Guardian)

leitura em linha

Há dias Há noites atrás assisti a um mini-debate sobre as vantagens da edição de livro-livraria-leitura tudo on-line. É um tema novo já com alguns anos, mas que se faz sentir com maior força. E a força maior são os preços reduzidos para o leitor quando os gadgets de leitura prometem ser cada vez mais cómodos e com maiores recursos.

Pessoalmente, que sou leitor da velha guarda e que gosta de ter meia-dúzia de livros abertos (porque não cabem mais sobre a mesa) para escrever duas linhas que seja sobre algum assunto, e não tenho ainda nenhum ipad/kindler ou coisa que o valha, sei com o saber feito de quem já viu muito (e percebe cada vez menos) que sendo as coisas como são, o “livro electrónico” está aí para ficar e durar. Pelo menos até que outro suporte de leitura o ultrapasse na relação custo-qualidade.

Algo de parecido se passou algures entre o sec.XV e XVI por causa da generalização da palavra impressa, em vez de manuscrita. Isso não acontece sem deixar mossas nos 5 sentidos e no intelecto, conforme McLuhan tão bem explicou em A Galáxia de Gutemberg, e muito monge-escriba se deve ter passado com a novidade. Eu próprio sofri a mudança de escrever com lápis/caneta para o teclado do computador (com a evolução intermédia da máquina de escrever), mas só posso estar grato pelo futuro da escrita não ter demorado tanto tempo que eu não o agarrasse.

Suponho que, no futuro-que-já-é-hoje, centenas de milhões de pessoas escreverão seus livros e estes estarão disponíveis on-line (centenas de milhões de títulos, portanto…). À semelhança do que já acontece com os blogues. E daí? Haverá mais leitores? Ou mais simples consumidores que se cansam após um rápido zapping das páginas virtuais? McLuhan terá dito (vejo no site que lhe é dedicado): the future of the book is the blurb [blurb: o pequeno texto que resume ou elogia a obra, usualmente colocado nas badanas ou na contra-capa do livro].

É, receio bem que a paciência e a concentração estejam irremediavelmente comprometidas. Principalmente se o objectivo da leitura é o prazer lazer . Mas, também por isso, imagino que o livro-tal-qual-é-hoje ficará reservado para o leitor-gourmet, tipo apreciador da slow-food, e será ainda um sinal irresistível de snobismo e de dinheiro. Assim, as edições cuidadas, com encadernações proibitivas ou coisa e tal, permanecerão, e para as bolsas menos competentes surgirão as edições de bolso, mas a preços em nada económicos comparados com os actuais bolsos. À escala temporal e financeira da minha vida, comparo àqueles fanáticos da edição original dispostos a pagarem fortunas nos alfarrabistas, as prateleiras cheias de livros de lombada em couro e tal e tal.

Enfim, bem vistas as coisas, nada de novo por debaixo do sol…

notoriedade como a) artista renascentista b) tartaruga ninja

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