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a propósito de nada

Porque me entusiasmo tanto com trivialidades genéticas como as do post anterior?! Será tão difícil entender?

Se bem que os horrores da IIª Guerra Mundial sejam um dos factores mais importantes para a construção europeia que culminou na Comunidade, o tempo trata de apagar da memória o contexto e a narrativa como estas que o El País recorda. E os genocídios, massacres, etc, organizados por estados criminosos ou “espontâneos” e populares, prosseguiram implacavelmente por todo o sec.XX e prosseguem ao longo do sec.XXI. O distraído cidadão pergunta-se hoje, como há 60 anos: “como foi isso possível?”. E estará a pensar no Ruanda ou na ex-Yuguslávia de há 15 anos atrás, na Coreia do Norte de hoje, nas prisões clandestinas e na tortura oficial que o governo americano criou depois de Setembro de 2001. Mas o distraído cidadão, no Ruanda ou na Yuguslávia, nos Estados Unidos ou em Portugal, foi algumas vezes o actor de massacres, um membro da opinião pública favorável às perseguições e às leis de excepção.

Os monstros, como já se sabe desde sempre, estão em nós. Mas quando o vemos no Outro, o jogo do gato e do rato começa.

 

quién querría ser alumno de semejante profesor, paciente de un médico tal o juzgado por un juez así?

Lo que nos enseñan los documentos estadounidenses que acaban de hacerse públicos es que, siempre y cuando forme parte de un colectivo y esté respaldado por él, cualquier hombre que obedezca a los nobles principios dictados por el “sentido del deber”, por la necesaria “defensa de la patria”, o que se deje arrastrar por un temor elemental por la vida y el bienestar de los suyos, puede convertirse en torturador. (Tzvetan Todorov in el País)

 

 

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