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espíritos olimpicos

 

Houve um tempo em que se dizia que o importante é participar (outra variante: jogar). Havia o fair-play (intraduzível em português, segundo as más-línguas), havia que saber perder.

Tempos houve em que se lançavam suspeições psicanalíticas sobre a necessidade de afirmação, a vontade em ser o primeiro.

Não gostar de perder nem a feijões, por exemplo, já é uma expressão actualíssima, algo ingénua (haverá quem goste de perder, mesmo a feijões?). Ora, para ser o melhor, há que “especializar-se”. Mas o que será mais admirável: um atleta que ganhe oito medalhas numa modalidade ou outro que não ganhe nenhuma, mas tem aptidões para participar em mais do que uma modalidade (tipo natação+ciclismo+corrida)?

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falta de oportunidade

As coisas inacreditáveis que se lêem pela imprensa “estrangeira”:

Por outra banda, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, cualificou de “oportunistas” os que defenden un boicot aos Xogos Olímpicos de Beixín 2008, en protesta polo conflito no Tíbet e pola situación dos dereitos humanos na China.

“Un boicot aos Xogos vai prexudicar naturalmente a República Popular da China, mais tamén ao pobo chinés, xa que o país se fechará aínda máis e a poboación non terá oportunidade de convivir con outras realidades”, afirmou Moura nunha entrevista á axencia Lusa. (in Vieiros)

Junzi dongkou, bu dongshou *

Este relato na 1ª pessoa é um caso exemplar, ultrapassando a questão concreta da repressão chinesa no Tibete.

 

Exemplar em dois aspectos muito diferentes:

1) a perseguição e as ameaças feitas a Grace Wang nos Estados Unidos e à sua família na China são um indicador do nível de violência e repressão contra os que protestam no Tibete.

2) as tentativas de mediação, a procura dum terceiro termo ou termo intermédio, são os primeiros alvos de quem procura radicalizar um confronto.

Perante isto, uma hidra europeia da democracia pode ser a resposta igualmente exemplar para situações “exemplares”.

* o sábio usa a língua, não os punhos (citação retirada do artigo de Grace Wang)

Hugo Chavez denúncia repressão chinesa no Tibete

Pequim garante ter provas de que as “forças terroristas do Tibete” planeiam ataques suicidas durante os Jogos Olímpicos, apontando o dedo ao líder budista Dalai Lama (in JN)

Los opresores ahora llaman a la violencia de los oprimidos terrorismo.La de ellos no. La violencia de los opresores es justificada. Según ellos es necesaria para salvar al mundo” (Hugo Chavez in Granma)

jogos olímpicos

Cada vez mais sou a favor da realização dos JO de Pequim: a passagem da chama olímpica pela Europa, só por si, salva a imagem dos Jogos como ideal de paz e fraternidade mundial.

Aos atletas que comparecerem em Pequim sobra-lhes esta responsabilidade: depois da prestação de suas provas, e ainda no estádio (de preferência já no pódio, para os mais afortunados), um gesto simbólico como já aconteceu noutras paragens, noutros contextos .

A Comunidade Europeia, por sua vez, bem pode ter aqui um acto colectivo e simbólico pelos Direitos do Homem: estando presente e estando solidária contra as vítimas da repressão brutal.

jogos sem fronteiras

É motivo de permanente fascínio as medidas de liberalização nas sociedades autoritárias, politicamente antidemocráticas. A mais extraordinária, sem dúvida, foi a tentada no periodo da perestroika, na já longínqua década de 80 do século passado.

Actualmente, e desde algumas décadas atrás, os mandarins chineses procuram a quadratura do circulo, tentando conciliar o poder exclusivo duma élite com a liberdade económica e o consumismo. Se tivessem lido Marx, já teriam noção dum dos seus axiomas básicos: alterações na infra-estrutura (leia-se: a correspondência entre as relações de produção e as forças produtivas) implicam necessariamente alterações na superestrutura (leia-se: as instituições políticas e jurídicas, o Estado, as ideologias, a cultura, etc).

jogos.jpg 

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