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Posts tagged ‘sociedade civil’

quando a china acordar…

Leio aqui pela enésima vez a mesma leitura do futuro previsível, mas os sinais do presente parecem-me mais seguros, até nos pequenos pormenores. Como quando nos contam da ameaça, para o regime, que são as iniciativas dos cidadãos (o embrião da tão falada sociedade civil). Mesmo quando se movem por um motivo tão simples e urgente como seja este: o de encontrar os filhos desaparecidos.

quinta da fonte, portugal (sec.XXI)

Sem as imagens, a cores e ao vivo, a notícia era relegada para a secção “Local” dos jornais e, eventualmente, poderia ter uma chamada de atenção breve na TV. Porém, aos mais impressionáveis as imagens sugerem o Líbano, as favelas do Rio . Sem dúvida, são um bom tema de indignação para a casual conversa no elevador, com quem nos calha beber o cimbalino de cada dia ou para botar no blogue.

A mim não me impressionaram mesmo nada, mas isso sou eu com a minha longa experiência de testemunha ocular de tiroteios de rua, revoluções urbanas, guerras civis atrozes e guerras regionais, mundiais, das estrelas até! Experiência feita duma razoável cultura televisiva e cinematográfica. Pois o que me chama a atenção nas imagens é o valentão que dispara 4, 5 tiros de pistola e pose de artista, logo se afastando para detrás da segurança da esquina dum prédio, reaparecendo depois mais por ver outros a seu lado a dispararem, do que por convição. E, ao mesmo tempo, uma mulher tenta agarra-lo (suponho que para o tirar dali), enquanto alguém a segura o melhor que pode para que não prejudique os movimentos do pistoleiro. (mais…)

“oleões” no país dos morcões

No post de ontem fui muito comedido na minha apreciação. Hoje, ao ler isto, devo acrescentar: há algo de estruturalmente burro no modo de funcionamento do Estado, administrativa e políticamente.

Como parece haver uma passividade bovina nos tão aclamados centros de excelência, objectivamente em todos os seus actores envolvidos (“Empresas, Centros de Investigação e Centros Tecnológicos, Universidades, Politécnicos e demais Instituições de Ensino Superior, Organismos Públicos e Associações Empresariais ou Sectoriais visando criar redes e definir novos paradigmas de excelência com forte componente das TIC”), incapazes duma tomada de posição pública a respeito destes atropelos à inteligência, à iniciativa e ao desenvolvimento de alternativas energéticas.

Depois venham falar das novas barragens hidro-eléctricas, das campanhas para mudar as lâmpadas em casa, das dificuldades em cumprir as metas de Quioto…ah! e dos eco-fundamentalistas e quejandos.

 

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