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depois disto, em que ficamos?

 Ana Soeiro, que esteve 30 anos ao serviço do Ministério da Agricultura e que fez o maior levantamento de produtos tradicionais em Portugal, critica os “sucessivos governos” de serem omissos por não terem feito uma simples comunicação a Bruxelas para se poder continuar a usar materiais tradicionais e manter práticas de fabrico de produtos típicos portugueses sem violar a lei comunitária.

E não há quem lhe dê réplica?! É assim mesmo como ela diz? Então, como foi possível chegar a este ponto?

“Estou saturada da desculpa de que Bruxelas é que tem a culpa”, disse Ana Soeiro, acrescentando que “aquilo que a UE exige é francamente pouco e fácil de fazer”

Aparentemente, os “sucessivos governos” têm realizado uma bem sucedida sabotagem económica, colocando em risco modos de vida tradicionais e estilos de vida alternativos ao modelo consumista, assim como a cultura do país.

Como não sou dado a teorias de conspiração, mas também ouço críticas como esta faz muitos anos, confesso que não entendo.

 

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multas, coimas, contra-ordenações, processos-crime, detenções…

A Polícia Municipal andou em plena Avenida dos Aliados a multar as senhoras que vendiam cravos a quem passava (in PJ)

 cada inspector daquela direcção da ASAE “tem que detectar 124 infracções, levantar 61 processos de contra-ordenação, que vão terminar em coimas, abrir oito processos-crime e fechar ou suspender o funcionamento de pelo menos seis estabelecimentos”. “E até têm de, por instrução central, fazer, pelo menos, duas detenções de pessoas”, frisou. (Paulo Portas in Público)

Há um fio condutor nestas duas notícias que se prendem a uma série de outras muito diversas (assim de memória, cito a “taxa” por adopção, a declaração ao fisco de entregas superiores aos 500 euros por parte dos próprios pais, a inquirição aos noivos sobre as despesas de casamento): o ímpeto persecutório a toda a actividade para “sacar” dinheiro para o Estado, a redução da esfera pessoal ou da iniciativa espontânea a um acto público e económico, a multiplicação de normas e interditos por alegada defesa duma certa ordem.

Sem teorias da conspiração à americana, nem futurismos apocalípticos tipo “Big Brother” (não, o outro: o do livro), isto faz-me recordar a imaginação daqueles reis de outrora para taxar os súbditos sempre que faltava dinheiro nos cofres do reino.

 

 

maio 1968-2008

Em Maio próximo temos uma efeméride mais: os 40 anos do Maio de 68. Muitas e distintas coisas se têm dito a seu respeito, mas a que me interessa particularmente, aquela que me parece ser o seu efeito duradouro, é a da atitude simultâneamente intelectual e emocional, assumidamente bem humorada e corrosiva, num desrespeito instintivo pelo argumento de autoridade e numa desconfiança sistemática às instituições (partidos revolucionários e sindicatos operários incluídos). (mais…)

males venéreos

key055.jpg A Vénus aqui ao lado é datada de 1532, exposta ao público,habitualmente, num museu algures em terras germânicas. Tornou-se especialmente conhecida como ícone da série “Desperate Housewives”, ainda que de modo anónimo, mas com uma intencional animação que bem poderia já estar na cabeça do velho Cranach quando a pintou. (mais…)

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