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Posts tagged ‘páscoa’

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aleluia!

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páscoa feliz

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A iconografia de sempre com um “look” mais actual. A mensagem?! “The medium is the message”.

“God is dead, Marx is dead, and I don’t feel too well myself” (Woody Allen)

As religiões com sentido “histórico” balizam com datas os eventos que marcam o início e o fim dos tempos, assim como as etapas do seu desenrolar, deste modo enfrentando a decadência do Mundo e do Homem com o horizonte duma salvação para os justos e duma condenação para os ímpios. Horizonte que se cumprirá para a Eternidade irrepetivelmente.

Cada geração envelhece com a certeza de que “no seu tempo era melhor”, desabafo que se pode já constatar em folhas de papiro egípcias ou tabuinhas de argila babilónicas com milhares de anos. Os mitos, por regra, falam duma idade de ouro no passado e o fim do mundo mais lá para a frente, num futuro mais ou menos longo. Processo muitas vezes cíclico, eternamente repetível.

A um nível mais terra-a-terra, o sentimento actual de que se perdem valores como o do estudo, da cultura e do trabalho, muito por culpa da tecnologia (televisão, internet), do consumismo, do individualismo e da procura do prazer, é uma derivação do pessimismo dos mitos. (mais…)

início da temporada do mistério pascal

-Então o meu papá disse-lhes, "Vá, malta, a sério, não comam aquilo" e a primeira coisa que aquela cabra faz foi come-la. Sim, e é por isso que estou aqui.

Na física do infinitamente grande, como na física do infinitamente pequeno, maravilho-me infinitamente ao partilhar a ignorância dos cientistas que nos falam da importância da matéria escura ou da “partícula de Deus”.

A natureza dos “mistérios” científicos é mais complexa e exigente que a dos Mistérios de outra natureza: ou é “misteriosa” porque assente em pressupostos mal estabelecidos ou porque só se desvela através de aparelhos conceptuais (e técnicos) ainda por estruturar. Mas, essencialmente, é um “mistério” que se revela a pergunta válidas. Questionar é uma arte maior do que a de responder, e as dúvidas menos perigosas do que todas as certezas.

Se me sinto particularmente à vontade para falar disto não é por ter sido iniciado nos saberes matemáticos (e outros) que permitem aceder às esferas superiores da mecânica quântica e da inflação do Universo, mas por pertencer àquela classe de brutos que pensa em voz alta o que cala no íntimo:

(…) Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —
As coisas não têm significação: têm existência.
As coisas são o único sentido oculto das coisas. (Alberto Caeiro)

E, por isso, não sou indiferente ao murmúrio das folhas, folhas dos bosques ou das bibliotecas:

The library is a quiet place.

Angels and gods huddled
In dark unopened books.
The great secret lies
On some shelf Miss Jones
Passes every day on her rounds.

She’s very tall, so she keeps
Her head tipped as if listening.
The books are whispering.
I hear nothing, but she does. (Charles Simic)

Para as criaturas urbanas que não enfrentam a epifania da Aurora e do Ocaso, duma noite de Lua Cheia ou cheia de estrelas, nem experimentam as metamorfoses do bosque ao longo das 4 Estações, fica difícil entender que há tanta beleza no verbo de Sagan, quanto há de rigor na escrita de Eugénio.

agnus dei

Antigos lugares de culto edificados sobre outros arruinados, cultos nunca esquecidos de crenças de que não há memória o nome. Nestas ruínas sobre ruínas, o Agnus Dei liberta-se dos pecados do mundo, revoltado contra o destino imposto e assume-se como criatura selvagem, deus pagão e macho do rebanho. Em verdade, verdade se diga: estariam melhor preparados os peregrinos de outrora frente aos de hoje, perante tamanha revelação?

(mistério pascal in Imago Mundi)

pão-de-ló e amêndoas amargas

Bem sei que é páscoa e tal, o futebol está bem e recomenda-se, mas a alta política impõe-se. A saber: no congresso em Matosinhos, o PS assume que a política do chefe é a opção assumida dos militantesos escolhos as escolhas políticas de Passos Coelho retratam a maturidade e a reflexão da alternativa, o desinteresse assumido do PCP e do BE em enfrentar a crise está ao nível dos dois partidos anteriores. Aparentemente, o PP está seguro de que depois de 5 de Junho alguém terá de lhe telefonar a pedir qualquer coisa, et pour cause, está sereno e não se compromete.

Posto tudo isto, que interessa o resto pelo mundo fora?

Ou, para ser mais mesquinho, de que vale pensar no que se deve pode fazer para resolver aqueles pequenos problemas do dia-a-dia?

Como se pode ler abaixo, por exemplo:

Quais são os mitos e os erros da política económica em Portugal?

  • O Grande
  • O Concentrado, numa Região, em poucas pessoas
  • As cidades criativas
  • O Ganho das Economias de Escala, em se pretender tudo fazer de uma só vez
  • A Internacionalização, descurando o mercado interno
  • Os Resultados rápidos, por uma exigência das Bolsas, de 3 em 3 meses
  • Os Oligopólios nos bens não transaccionáveis: energia, telecomunicações, estradas, saúde

O que fazer? O contrário.

  • As micro e PME’s
  • A Regionalização
  • O regresso ao interior, para o qual as linhas ferroviárias regionais são essenciais
  • As obras públicas repartidas por pequenas adjudicações que fomentem a eficiência pela concorrência e a baixa dos preços e não pelo monopólio de grandes obras em que só alguns conseguem concorrer
  • O mercado ibérico, a Euroregião Galiza – Norte de Portugal – Castela e Leão
  • O capital paciente e os resultados uma vez por ano
  • A concorrência nos bens não transaccionáveis
(José Ferraz Alves in A Baixa do Porto)
Entretanto, o país folga mais um pouco.

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