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“não há famílias de primeira e de segunda”

Uma boa notícia, motivo de orgulho para quem é português:  “Portugal torna-se o quinto país a aprovar co-adopção por casais homossexuais” .

E de parabéns todos os partidos políticos representados na Assembleia da República.

ADENDA em 18-05-13: Os conceitos de “pai” e de mãe” -e, até, de “família” – estão há muito destruídos nos arquivos dos tribunais que foram, anos e anos a fio, de família dita “tradicional”. A maior parte dos autos testemunham, afinal, como os “princípios” são negociáveis e, por tabela, os filhos também ao lado das casinhas e dos automóveis. Isto onde há “família”. Imagine-se onde nunca houve. (in Portugal dos Pequeninos)

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a luz ao fundo do túnel…

Partidas que não deixam saudades, chegadas que se saúdam, palavras de ânimo e realismo.

Sem ter de chegar ao mítico moto blood, sweat and tears, mais vale ouvir que dói,vai doer mais, e, mesmo assim, é por aí que se poderá evitar a gangrena generalizada, do que viver num país surreal.

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"Sim...estamos agora mesmo a muda-la." Placa: "Benvindo à LUZ NO FUNDO DO TUNEL"

E surreal é o país que votou dum modo em Setembro de 2009, dois anos e meio depois vota de modo bem diferente. Mais sensato, será?

É perguntar a todos os que abdicaram de assumir o risco duma decisão (mais de dois milhões de eleitores), pois esses, quando se dão ao trabalho de justificar, elaboram preciosas pérolas de ciência política tipo são todos iguais…para quê votar?

Claro que, em regime democrático, há sempre o desolador quadro de gente banal e sem especial brilho, escolher como dirigentes (a termo certo) gente sem brilho especial e, até, banal.

Nada como o fulgor do génio dos Grandes Timoneiros, Queridos Líderes, Pais da Pátria, Generalíssimos, e outros homens providenciais.

Ainda bem, dirão os que têm memória. O dia-a-dia das pessoas felizes faz-se de banalidades. Como o velho Cícero dizia: mediocridade dourada.

Sem deixar de assumir riscos, opiniões contraditórias. E paixões, de preferência criativas.

Isso. Cultura, claro.

E ninguém espere que seja um governo a distribui-la por decreto. Há que a cultivar na horta das traseiras lá de casa, ou nas floreiras por mais exíguas sejam. E trazê-la para os mercados e feiras onde seja transacionada em géneros e espécie.

Sem pressas, mas sem esquecer que o futuro já começou há muito tempo atrás.

 

 

 

 

lá se fazem…

…cá se pagam:

Governo dá 400 milhões a Lisboa e 1 milhão ao Porto

Porto garante maioria à Direita

Nada de novo, pois as virtudes do centralismo são bem conhecidas e Lisboa é mesmo uma linda cidade, cheia de história, simpatia e um grande rio.
Por outro lado, as pessoas do Porto, do Norte, os galegos em geral, são gente mesquinha, rancorosa e,como se vê vingativa.

Olha lá se fossem tão unidos e determinados em avançar com a Regionalização de modo a poderem desenvolver políticas de desenvolvimento e gerir as verbas comunitárias que lhe são destinadas,mas previdentemente aplicadas no engrandecimento da nossa bela capital

outros filmes, o mesmo enredo

A propósito do primeiro-ministro: “O tipo tem dito tantas mentiras, e continua repetindo-as tantas vezes, que depois dum tempo tornam-se verdade. Por isso penso que Portugal Itália mudou para sempre. Está definitivamente estragada. (Nanni Moretti in Guardian)

pão-de-ló e amêndoas amargas

Bem sei que é páscoa e tal, o futebol está bem e recomenda-se, mas a alta política impõe-se. A saber: no congresso em Matosinhos, o PS assume que a política do chefe é a opção assumida dos militantesos escolhos as escolhas políticas de Passos Coelho retratam a maturidade e a reflexão da alternativa, o desinteresse assumido do PCP e do BE em enfrentar a crise está ao nível dos dois partidos anteriores. Aparentemente, o PP está seguro de que depois de 5 de Junho alguém terá de lhe telefonar a pedir qualquer coisa, et pour cause, está sereno e não se compromete.

Posto tudo isto, que interessa o resto pelo mundo fora?

Ou, para ser mais mesquinho, de que vale pensar no que se deve pode fazer para resolver aqueles pequenos problemas do dia-a-dia?

Como se pode ler abaixo, por exemplo:

Quais são os mitos e os erros da política económica em Portugal?

  • O Grande
  • O Concentrado, numa Região, em poucas pessoas
  • As cidades criativas
  • O Ganho das Economias de Escala, em se pretender tudo fazer de uma só vez
  • A Internacionalização, descurando o mercado interno
  • Os Resultados rápidos, por uma exigência das Bolsas, de 3 em 3 meses
  • Os Oligopólios nos bens não transaccionáveis: energia, telecomunicações, estradas, saúde

O que fazer? O contrário.

  • As micro e PME’s
  • A Regionalização
  • O regresso ao interior, para o qual as linhas ferroviárias regionais são essenciais
  • As obras públicas repartidas por pequenas adjudicações que fomentem a eficiência pela concorrência e a baixa dos preços e não pelo monopólio de grandes obras em que só alguns conseguem concorrer
  • O mercado ibérico, a Euroregião Galiza – Norte de Portugal – Castela e Leão
  • O capital paciente e os resultados uma vez por ano
  • A concorrência nos bens não transaccionáveis
(José Ferraz Alves in A Baixa do Porto)
Entretanto, o país folga mais um pouco.

apologia de sócrates

Na Atenas do sec. IV a.C., Platão apresenta Sócrates como um cidadão que assume o respeito pela Lei ao ponto de recusar a fuga da prisão, onde permanecerá até lhe ser aplicada a pena de morte a que fora condenado: beber um cálice de cicuta. Apesar de não se reconhecer culpado da acusação, o velho mestre entende que desrespeitar as leis da Cidade (que sempre aceitou), quando estas o prejudicam, não seria justo.

Ao contrário, no Portugal do sec.XXI d.C., Sócrates fará o país beber a cicuta até ao fim.

na luta e à rasca para que lhes dêem cavaco

Que uma cantiga (ou um número cómico metido num festival de cantigas) se tornem em bandeiras do descontentamento não é inédito. Nem vale a pena especular significados profundos, a menos que se ignore o ambiente político e social dos últimos anos, ao qual a “crise” internacional só vem agravar acentuar os contornos. Nem esperar pelo caos ou pela redenção.

Mas o facto de marcarem a agenda política é sinal de que o pântano (finalmente!) se agita. Coincidência ou não, já há quem fale na necessidade dum “sobressalto cívico faça despertar os portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, mais autónoma dos poderes públicos“.

 

 

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