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 A Sculpture of Love and Anguish by Kenneth Treister

A Sculpture of Love and Anguish by Kenneth Treister

Que um fulano indiciado por genocídio e outras barbaridades se passeie publica e notoriamente por diversos países que pertencem à mesma organização que lançou o mandato de captura internacional, diz muito a respeito desses mesmos países e da organização a que pertencem.

Ao menos, o presidente dessa organização podia evitar estar presente na mesma altura, no mesmo país e no mesmo evento que o alegado genocida e contumaz.

Claro, o mundo é como é e os exemplos vêm de onde menos se espera…

piratas

Um dos sinais típicos de se estar bem avançado na idade é quando começamos a olhar “para trás” de modo nostálgico. Por exemplo: antigamente, nos tempos da Guerra Fria, a ONU era tão irrelevante como hoje, porém haviam duas superpotências que punham ordem nas suas áreas de influência e, sempre que algo de errado ou de muito mau acontecia numa dessas áreas, só podia ser por acção da superpotência contrária (geralmente por interposto títere).

pirata

Como a Guerra Fria acabou e a pax americana não vingou, tem aumentado extraordinariamente a capacidade de regiões remotas, pobres e ignoradas do mundo se tornarem factores de destabilização à escala mundial, promovendo o terrorismo, a chantagem nuclear, os tráficos de drogas-armas-pessoas. Por pudor ou marketing, essas acções são justificadas pelos discursos nacionalistas, religiosos e/ou “terceiro-mundistas” que lhe emprestam a dignidade possível para um infindável bruaah! mediático, ONUsiano inclusivé.

Consoante a sua irupção no mosaico geopolítico, as grandes potências de outrora, as grandes potências emergentes, as potências regionais e a grande- potência-apesar-de-tudo, lá se organizam de modo a tentarem ganhar/não-perder terreno e anularem os avanços dos adversários, alimentando ou combatendo as borbulhas de instabilidade.

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birmânia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se há momento e lugar em que uma intervenção externa se justifica,é na Birmânia e é agora.

Os contextos podem variar, mas quando está em risco a sobrevivência duma população às mãos de quem, alegadamente, a governa, maior o imperativo ético e a urgência.

Assim foi feito em Timor, felizmente.

Já não foi feito no Ruanda (1 milhão de mortos), nem no Darfur (centenas de milhares de mortes e continua).

A realpolitik, a indolência dos governos vizinhos, os custos económicos duma intervenção humanitária apoiada por uma acção militar, são factores que levam a melhor nestas situações.

No fim, podemos sempre perguntar: para que serve a O.N.U.? Mas também é esta uma pergunta ingénua, veja-se o esforço do actual secretário-geral para movimentar vontades e boas-vontades ou, mais simplesmente, para agitar consciências.

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