novidades e outras coisas

Posts tagged ‘intolerância’

a propósito de nada

Porque me entusiasmo tanto com trivialidades genéticas como as do post anterior?! Será tão difícil entender?

Se bem que os horrores da IIª Guerra Mundial sejam um dos factores mais importantes para a construção europeia que culminou na Comunidade, o tempo trata de apagar da memória o contexto e a narrativa como estas que o El País recorda. E os genocídios, massacres, etc, organizados por estados criminosos ou “espontâneos” e populares, prosseguiram implacavelmente por todo o sec.XX e prosseguem ao longo do sec.XXI. O distraído cidadão pergunta-se hoje, como há 60 anos: “como foi isso possível?”. E estará a pensar no Ruanda ou na ex-Yuguslávia de há 15 anos atrás, na Coreia do Norte de hoje, nas prisões clandestinas e na tortura oficial que o governo americano criou depois de Setembro de 2001. Mas o distraído cidadão, no Ruanda ou na Yuguslávia, nos Estados Unidos ou em Portugal, foi algumas vezes o actor de massacres, um membro da opinião pública favorável às perseguições e às leis de excepção.

Os monstros, como já se sabe desde sempre, estão em nós. Mas quando o vemos no Outro, o jogo do gato e do rato começa.

 

barros basto (1887-1961)

 Para alguns, a memória ainda é viva e a injustiça sempre presente. Para os restantes é uma interpelação, uma oportunidade de tomarem conhecimento…e assim fazerem justiça ao seu nome, carreira e honra. (aqui)

“(…) E são estes os indícios que hão-de inutilizar um capitão do Exército com uma já longa folha de serviço exemplar? Entendo que não e que são horas de terminar esta miséria. Nestes termos e por estes fundamentos, em meu parecer se assim for entendido, deve o processo ser mandado arquivar.” (o juiz auditor do Tribunal Militar Alfredo A. Fonseca Bordalo, a 8 de Março de 1937, citação retirada de Ben-Rosh, Biografia do capitão Barros Basto, O apóstolo dos Marranos autoria de Elvira Azevedo Mea e Inácio Steinhardt ed.Afrontamento 1997)

o medo

(…)em nenhum outro sítio, se associou ao nome da cidade, ou o nome de um clube, a um mesmo grupo de personagens, a um mesmo milieu, a melhor palavra para designar o ambiente miasmático em que tudo se passa. (in Abrupto)

Este artigo do JPP levou-me a recordar o periodo após a eleição surpresa de Rui Rio para a presidência da câmara: cedo rebentaram as polémicas e declarações incendiárias entre o Futebol Clube do Porto e a recém-eleita equipa camarária, que continuam aí apesar dos anos e do seu relativo apagamento. (mais…)

Nuvem de etiquetas

%d bloggers like this: