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“Milagre da Primavera no Vale do Sabor”

Não há muitos sítios assim em Portugal e no mundo. É uma pena que a “EDP sustentável” o vá destruir de forma irremediável. (in Fauna Ibérica)

Vale do Sabor na Primavera de 2012: em breve a barragem inundará este paraíso de vida selvagem em Portugal.

Os três A, o Norte e a Euro-Região

(…) somos contra a ideia de roubar a capacidade de investimento ao país para concentrar nos três A, os três Abortos: o Caia-Poceirão [Alta Velocidade], o Novo Aeroporto de Lisboa e a Terceira Travessia [do Tejo].

(…) Este Governo tem uma vantagem incrível – que é uma desgraça para o país – que é o apoio do PSD e do CDS ao corte nas bases do aparelho de Estado para manter os clubes de cortesãos no Terreiro do Paço, e para manter o esbulho do país (em relação ao investimento público), para a deslocação das verbas da linha Porto-Vigo, e a deslocação de todos esses investimentos para o Caia-Poceirão, Novo Aeroporto de Lisboa e Terceira Travessia tem o apoio do Bloco de Esquerda e do PCP. (…)

Na Galiza toda a gente fala de Galiza e Norte de Portugal como uma euro-região, e aqui no Norte de Portugal ninguém sabe que somos uma euro-região. Nós não sabemos, ninguém sabe isto. Os galegos sabem, mas aqui não; os galegos têm um governo regional, nós não temos absolutamente nada. Nós temos perto de 100 Câmaras Municipais no Norte de Portugal, mas não temos nenhuma consciência de que a nível europeu já somos uma euro-região.

(…) em vez de perceberem que é preciso cortar na administração central, que é a que gasta o dinheiro, querem cortar nos órgãos que têm o contacto direto com os cidadãos (…). Em vez de cortarem lá em cima querem cortar cá em baixo. Em vez de descentralizarem para reduzir os custos, não, querem centralizar para reduzir os custos. Isto é um erro completo, porque não só não reduzem os custos como impedem o desenvolvimento.

(Pedro Batista in Novas da Galiza via NGL)

rio teixeira

O rio Teixeira, na verdade, é um ribeiro que no Inverno é capaz de destruir campos e arrasar pontes. Na minha infância tomei banho nele, apanhava cabeçudos, consegui evitar as sanguessugas. Depois assisti à poluição motivada pelo puro desleixo e desinteresse geral torna-lo numa via mal-cheirosa nos quilómetros finais, apesar das margens continuarem belas.

Por isso, é com imensa satisfação que leio isto. Não só pela novidade (é tão raro ouvir boas notícias, particularmente neste capítulo…), como pela iniciativa partir da mais improvável das entidades: uma câmara municipal.

Porém, devo admitir que deste presidente camarário tenho-me habituado a ouvir boas notícias.

 

 

 

nascido no alto do Marão

entre altas fragas

através de lameiros e pequenas hortas

esperança num futuro melhor…

Quando todos sabemos da importância do investimento para o relançamento da economia, há gente mal intencionada que contrapõe aos 1120 milhões de euros de alcatrão a ninharia de 50 milhões de euros de caminho de ferro. (via NGL)

O que vale é que, entretanto, o país avança a todo o vapor…  (via um pé no Porto e outro no pedal)

Ou, como diria o outro: “O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação, com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir



"Não pares agora! Tu estavas quase a conseguir!" "Pense nisto como uma perpétua relação não lucrativa em que jamais aprende alguma coisa"

É Tua e é de todos…ou será que é só para alguns?

Compreendo os argumentos da CP, Refer, ministérios da tutela e etc, quando pretendem encerrar linhas de caminho-de-ferro no Douro: não há utentes para lhes dar utilidade, nem há segurança por serem muito velhinhas e tal e coisa.  E têm razão. Basta alterarem os horários, reduzindo-os e levando os utentes a gastarem um dia para fazerem uma deslocação de ida-e-volta, para estes passarem a preferir os transportes públicos rodoviários ou o automóvel particular.

Também entendo a EDP e ministérios da tutela quando insistem na importância de se construírem mais barragens ainda que o benefício energético seja mínimo, com elevados custos ambientais e destruição duma estratégia de valorização turística internacional assente nos patrimónios natural, cultural e outros. Os ganhos que lhes interessam provavelmente são outros, mas disso nada percebo, ainda que entenda a ideia.

Quem não entende, mas parece que gostaria de quem lhe explicasse é o senhor abaixo-citado:

Chegados a este ponto é lícito perguntar: em que mundos vive o Ministério Público e a PJ, ou será que o vale e a Linha do Tua é que já não pertencem a este mundo? Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto fede…” (Daniel Conde in DN)

O que (ainda) resta da ponte ferroviária internacional da Linha do Douro.

porto de rio

Na deriva dos passos perdidos, a cidade velha parece ter o sentido fixo nos poderes emanados do Céu como se algo alguém?, altíssimo e eterno, marcasse o ritmo e desse sentido às atribulações que se atravessam no caminho.

Porém, muitas foram as vezes que os que cá moravam pegaram em armas contra o poder lá do alto. Não só o céu é sempre outro, conforme a cidade se move em redor do transeunte, como este é transportado para outros horizontes e distintas emoções.

para acabar de vez com a acédia

Por vezes me dou conta do pouco que blogo apesar de haver tanto para opinar (que é o gosto que tenho em flutuar na blogosfera: opinar sobre o que vejo e ouço, lêr a opinião dos outros, acrescentar a minha e assim por diante…). O JPP ensinou-me a palavra (e o conceito) que me faltava: sofro da acédia. Nem sempre, claro. É coisa que se pegue? Infelizmente, sim. Tem antídoto? Mais ou menos, já que é uma forma de depressão.

Talvez em reacção à acédia que tem grassado a Norte, pessoas bem formadas criaram um partido assumidamente regional: “ (…) era imperioso criar uma força pragmática, sem limitações ideológicas, para a defesa dos interesses da região.” (Pedro Batista no JN). Não posso estar mais de acordo quanto a isso, como aliás acontece com outros. O problema está na forma: um “partido”? Um partido “regional”?

 N’ A Baixa do Porto a “coisa” já dá que falar: “Este Partido no Norte pode muito bem ser um desses partidos abrangentes com um objectivo específico: a autonomia política da Região. Pode até dissolver-se alcançada esta.” (António Alves). Há quem justifique até: “…não precisaríamos de um partido deste género se os outros partidos assumissem a gestão geográfica, solidária e sustentável, do território como um ponto importante das suas missões.” (Vitor Silva). Já o próprio TAF não se entusiasma com a forma e responde: “Certo, Vítor. O que me parece é que um partido é a ferramenta errada para esse efeito. Então que se constituísse um movimento, com gente de vários partidos, destinado a coordenar esforços para fazer passar a mensagem para dentro desses partidos “a sério”.

Em relação aos partidos “nacionais” tenho muitas dúvidas porque não vejo sinais de preocupação real com a questão da regionalização. E quanto ao partido “regional” outras dúvidas tenho em conseguirem reunir “massa crítica” de nomes e instituições que participem e colaborem activamente no objectivo central. Mas pior que do que desiludir, é a acédia que não leva ninguém a lado algum.

Enfim: concordo com todos, até concordo com quem diz que o tema da fusão das três cidades [Porto, Matosinhos, V.N.Gaia] deve ser, pelo menos, discutido (Manuel Pizarro in Publico).

Porque o diagnóstico está à vista e tem séculos: “a grande maioria dos problemas do país resulta do centralismo vigente em que todos trabalham para alimentar uma corte macrocéfala em Lisboa” (Paulo Morais in JN)

Ou como diz o José Silva, a crise pode ser uma oportunidade: “É uma excelente oportunidade para o Norte. Como referi anteriomente, nós exportamos e nos não estamos tão endividados. Tal como o FMI em 1983, a UE, a Alemanha, o FMEuropeu quererão ter sucesso nas suas políticas de redução do endividamento e deficit externo. Eles irão apoiar e proteger os territórios mais cumpridores, economicamente sustentáveis, produtores de bens e serviços transaccionáveis. Só precisamos de fazer «lobby», de explicar o que o Norte tem conseguido apesar da sabotagem crónica de Lisboa. Explicar que não queremos ser prejudicados por uma capital drenadora de recursos financeiros e humanos.” (in Norteamos)

Sem complexos de vir alguém dizer que aquilo que “um transmontano-duriense como eu mais pode desconfiar é, sob a bandeira do Norte, assistir a sinais do centralismo portuense a tentar erguer-se” (in Água Lisa). Mesmo que haja essa vontade, João, felizmente a região tem uma dinâmica que já não o permitirá nunca. E depois…depois há a questão da Galiza (ver post de Nuno Gomes Lopes aqui)

retirado de Nuno Gomes Lopes

(do blogue homónimo)

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