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e porque hoje está um belo dia de praia…

A capacidade de expressão oral-escrita (em Língua Portuguesa, antes do mais) e de raciocínio matemático sempre foram as áreas mais valorizadas no discurso oficial e nas preocupações do comum dos alunos e progenitores. Por isso cansa ouvir a ladainha de décadas a lamentar os maus resultados no ensino de Português e Matemática, como se não houvessem soluções. Não que as tenha na algibeira, mas guardo minhas opiniões com a validade de quem “andou por lá” (enquanto aluno).

“Porque os conteúdos matemáticos se transmitem exclusivamente na escola; e também porque os conhecimentos nesta disciplina são adquiridos de forma sequencial, em cadeia – quem encontrar pela frente um fraco professor deixa de possuir os requisitos prévios mínimos para avançar, ou seja, as bases, e cessa então de forma abrupta o seu processo de aprendizagem. Sem qualquer culpa, e sem bases, os estudantes são afastados de forma definitiva da Matemática, passando a odiá-la.” (Paulo Morais in JN)

Esta conclusão de Paulo Morais exprime bem a minha experiência pessoal, mas receio que o resto do artigo citado incida demasiado sobre a qualidade dos professores quando há outros aspectos a ter em conta e de igual importância. A começar: se o domínio da língua e da matemática são, unanimemente, entendidos como prioritários na formação, os maus resultados (tão generalizados e ao longo de gerações) decorrem de falta de investimento e estratégia.

Ora, dinheiro e planos para combater este problema é coisa que todos os anos ouço e leio que não vão faltar. Há-de ser outra coisa, certamente.

“(…) comecemos por encarar a realidade do nosso ensino em que, segundo Carlos Fiolhais, “por força de um atraso ancestral, a necessidade de uma escola qualificada que dê lugar a uma sociedade desenvolvida não está suficientemente clara na mente das pessoas. A escola, a boa escola, não ocupa ainda o lugar a que tem direito”. (Rui Batista in De Rerum Natura)

Ou seja, ainda estará (quase) tudo por fazer?

entre a cultura e a burocracia: o ensino

Sou daqueles que sempre (sempre no sentido de até um dia) viram no professor um chato e uma figura de autoridade a contestar, em grande parte por imaturidade, em boa parte por ter professores chatos e sem capacidade de diálogo. E também conheci todo o contrário disto, assim como também o tempo ajudou-me a entender porque há tanto problema na relação entre o professor e os alunos.

"Algém quer colocar alguma questão? Não? Bem, desde que toda a gente esteja, pelo menos, apática, podemos prosseguir."

Independentemente da mediocridade das pessoas, todo o sistema de ensino condiciona professores e alunos a uma relação estéril que só a qualidade duns e de outros pode conjugar numa inversão radical dessa experiência. Como pai duma aluna actualmente no 12º ano, tenho acompanhado a evolução dos tempos e não me sinto optimista, embora observe o esforço duma escola, de seus professores e de seus alunos, em serem uma comunidade empenhada. (mais…)

matemática para totós

 

Ontem, no noticiário da RTP-N (21:00), ouvi um dirigente duma associação de matemáticos portugueses afirmar com todas as letras de que o exame nacional de matemática do 9ºano em 2008 tinha perguntas de resposta acessível a alunos do 7º ano. Disse ainda coisas parecidas sobre o exame de matemática para o 12ºano. E disse que a média dos resultados subiu, de 2006 para 2008, 6 valores (em 20), não sei se para os exames do 9º, se para os do 12º.

Hoje, ao acordar, relembrei tudo isto e quis confirmar se foi sonho, se resultado de alguma coisa esquesita que comesse ao jantar, mas o que pude saber foi isto. Não é a mesma entrevista, nem o mesmo interlocutor, mas os dados serão os mesmos, as conclusões idem.

Má sorte ter concluido os meus estudos matemáticos há 32 anos atrás, hoje talvez pudesse almejar ser engenheiro, físico, quiçá filósofo!

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