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“Milagre da Primavera no Vale do Sabor”

Não há muitos sítios assim em Portugal e no mundo. É uma pena que a “EDP sustentável” o vá destruir de forma irremediável. (in Fauna Ibérica)

Vale do Sabor na Primavera de 2012: em breve a barragem inundará este paraíso de vida selvagem em Portugal.

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nas Astúrias

porque aqui a conservação e respeito pela Natureza não constituem apenas uma obrigação legal mas antes um desígnio de toda a sociedade…(in Fauna Ibérica)

“The economic crisis is petty by comparison to the nature crunch. But they have the same cause”

(…) wonders what the Easter islander who cut down the last palm tree might have thought. “Like modern loggers, did he shout ‘Jobs, not trees!’? Or: ‘Technology will solve our problems, never fear, we’ll find a substitute for wood.’? Or: ‘We don’t have proof that there aren’t palms somewhere else on Easter … your proposed ban on logging is premature and driven by fear-mongering’?” (in Monbiot.com)

Andamos angustiados com o terrorismo, arrepiados com a crise económica, distraídos com o futebol e com os números do OGE, mas dormimos tranquilos enquanto os pulmões do mundo são destruídos para serem convertidos em plantações (biocombustíveis?), o gelo dos polos se funde e as espécies marinhas se sumem, etc, etc, que não há mais pachorra para as tretas ecológicas e suas previsões catastrofistas: Un estudio encargado por el Gobierno alemán y presentado el viernes pasado en el Congreso de la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (IUCN) en Barcelona señalaba que sólo la deforestación tiene un coste anual de “entre dos y cinco billones de dólares, más que lo que ha supuesto el colapso de Wall Street”

do mal, o menos (ou há males que…)

Estabelecido que o preço do petróleo será sempre alto para os padrões de poucos anos atrás, para além de ser uma fonte de energia finita e poluente, torna-se atraente o investimento nas alternativas e o carro eléctrico passa a ser uma realidade acessível a curto prazo.

As energias renováveis, limpas e baratas parecem ter a qualidade de combinar a alta sofisticação técnica e a investigação cientifica de ponta, com soluções “caseiras”, inventores autodidactas, produção local. Nada disto é propriamente novidade, os famigerados ecologistas não falam doutra coisa faz décadas. Ou o sempre esquecido padre Himalaia, que no início do século passado foi um ilustre pioneiro do aproveitamento da energia solar que não fez escola.

Curiosamente, este país tão atrasado parece que até se está desenvolver bastante razoavelmente nesta área: a energia das ondas na Póvoa do Varzim, a energia solar na Amareleja, a geotermal nos Açores, a eólica e a hidroeléctrica um pouco por todo o lado, carros movidos a óleo de cozinha.

Com as condições naturais e a necessidade imperiosa, universidades competentes, empresas a trabalhar no sector, mercados para exportar tecnologia e produtos, pergunto (com a proverbial ingenuidade dos simples de espírito): para que vamos investir tanto milhar de milhão de euro em aeroportos (de duvidosa necessidade), linhas de combóio de alta velocidade (de mais do que duvidosa necessidade), autoestradas entre Porto e Lisboa (verdadeiramente desnecessárias)?

Para mais agora, que os miúdos da escola estão a virar génios da matemática é aproveitar para nos tornarmos uma economia competitiva em massa cinzenta e criatividade industrial.

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