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Posts tagged ‘desenvolvimento sustentado’

rio teixeira

O rio Teixeira, na verdade, é um ribeiro que no Inverno é capaz de destruir campos e arrasar pontes. Na minha infância tomei banho nele, apanhava cabeçudos, consegui evitar as sanguessugas. Depois assisti à poluição motivada pelo puro desleixo e desinteresse geral torna-lo numa via mal-cheirosa nos quilómetros finais, apesar das margens continuarem belas.

Por isso, é com imensa satisfação que leio isto. Não só pela novidade (é tão raro ouvir boas notícias, particularmente neste capítulo…), como pela iniciativa partir da mais improvável das entidades: uma câmara municipal.

Porém, devo admitir que deste presidente camarário tenho-me habituado a ouvir boas notícias.

 

 

 

nascido no alto do Marão

entre altas fragas

através de lameiros e pequenas hortas

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“unstable, unbalanced, uncoordinated and unsustainable”

But in reality, what Beijing is doing is investing its money in foreign assets rather than investing in its domestic infrastructure. It’s not just toilets and basic sanitation that are thin on the ground. So is an awful lot of essential infrastructure, such as hospitals and adequate schools in the country’s vast hinterland.

 If a poor Chinese villager gets seriously ill it’s a choice between treatment and penury – or dying. That’s something often forgotten when we talk about the great global imbalance – where America and Britain borrow too much and the Chinese and the Middle East lend them money.

This is money that could be used to help villagers in western China.

 And it’s a big reason the Chinese economy has been called “unstable, unbalanced, uncoordinated and unsustainable” – not by an American economist, but by China’s premier Wen Jiabao. (Aditya Chakrabortty in Guardian)

os desempregados não-empreendedores

No Centro de Emprego: "Recentes inqueritos revelam que os californianos estão ligeiramente mais optimistas com a economia em 2004..."

 Li as declarações do Presidente do IEFP sobre a falta de empreendedorismo dos desempregados, relacionando-a com a falta de empreededorismo nacional face à média europeia. De modo expressivo, o Público acrescenta números: “Em 2009, quando o número de desempregados que acorreu aos centros de emprego ultrapassou os 690 mil, apenas 6387 decidiram aproveitar os apoios do Estado“. O mesmo jornal refere-se que o dito presidente gostaria que a proporção fosse mais elevada.

 Pois…  Veja-se o caso (que garanto ser verídico) dum desempregado que meteu um projecto ao IEFP para montar uma micro-empresa em Janeiro de 2009: a) segundo uma portaria qualquer, a resposta do IEFP teria de ser dada obrigatoriamente em 90 dias b) mas foi logo avisado de que esse prazo não era para valer (quer dizer, já se sabia que ia muito além de 90 dias), o que  implicaria o indeferimento do processo, mas, claro, tal nunca acontecia por essa razão c) 150 dias depois (mais ou menos) é chamado pela 1ª vez ao IEFP, só para entregar uma declaração ou outra em falta (irrelevantes para a apreciação do projecto) d) 270 dias depois (mais ou menos) recebe o indeferimento por inviabilidade económica.  (mais…)

Passa-palavra

Vimos convidar os senhores e senhoras jornalistas para participar numa Conferência de Imprensa, na próxima sexta-feira, dia 30/07, pelas 11.15h, no Café Majestic, no Porto, na qual será apresentada a resposta favorável dada ao Requerimento e o teor do Despacho relativo ao pedido de abertura do processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional” (in LinhadoTua.net)

O anúncio da conferência é dos Verdes e do Movimento Cívico pela Linha do Tua.
Suspiro pelo fim daquela inexplicável ideia de barragem
. (Pedro Figueiredo in A Baixa do Porto)

business as usual…

Numa comunidade de língua de pau qual o problema de adicionar mais um que dá com o pau encima de quem dá à língua pela liberdade de expressão? Imagine-se um país governado por mafiosos que administram os recursos naturais, económicos e humanos como quem cria gado e um dia descobrem petróleo, ficando ainda mais ricos (os mafiosos). E começam a fazer amigos por todo o lado. É claro que um dia hão-de mudar de vida, é claro que sim.

para acabar de vez com a acédia

Por vezes me dou conta do pouco que blogo apesar de haver tanto para opinar (que é o gosto que tenho em flutuar na blogosfera: opinar sobre o que vejo e ouço, lêr a opinião dos outros, acrescentar a minha e assim por diante…). O JPP ensinou-me a palavra (e o conceito) que me faltava: sofro da acédia. Nem sempre, claro. É coisa que se pegue? Infelizmente, sim. Tem antídoto? Mais ou menos, já que é uma forma de depressão.

Talvez em reacção à acédia que tem grassado a Norte, pessoas bem formadas criaram um partido assumidamente regional: “ (…) era imperioso criar uma força pragmática, sem limitações ideológicas, para a defesa dos interesses da região.” (Pedro Batista no JN). Não posso estar mais de acordo quanto a isso, como aliás acontece com outros. O problema está na forma: um “partido”? Um partido “regional”?

 N’ A Baixa do Porto a “coisa” já dá que falar: “Este Partido no Norte pode muito bem ser um desses partidos abrangentes com um objectivo específico: a autonomia política da Região. Pode até dissolver-se alcançada esta.” (António Alves). Há quem justifique até: “…não precisaríamos de um partido deste género se os outros partidos assumissem a gestão geográfica, solidária e sustentável, do território como um ponto importante das suas missões.” (Vitor Silva). Já o próprio TAF não se entusiasma com a forma e responde: “Certo, Vítor. O que me parece é que um partido é a ferramenta errada para esse efeito. Então que se constituísse um movimento, com gente de vários partidos, destinado a coordenar esforços para fazer passar a mensagem para dentro desses partidos “a sério”.

Em relação aos partidos “nacionais” tenho muitas dúvidas porque não vejo sinais de preocupação real com a questão da regionalização. E quanto ao partido “regional” outras dúvidas tenho em conseguirem reunir “massa crítica” de nomes e instituições que participem e colaborem activamente no objectivo central. Mas pior que do que desiludir, é a acédia que não leva ninguém a lado algum.

Enfim: concordo com todos, até concordo com quem diz que o tema da fusão das três cidades [Porto, Matosinhos, V.N.Gaia] deve ser, pelo menos, discutido (Manuel Pizarro in Publico).

Porque o diagnóstico está à vista e tem séculos: “a grande maioria dos problemas do país resulta do centralismo vigente em que todos trabalham para alimentar uma corte macrocéfala em Lisboa” (Paulo Morais in JN)

Ou como diz o José Silva, a crise pode ser uma oportunidade: “É uma excelente oportunidade para o Norte. Como referi anteriomente, nós exportamos e nos não estamos tão endividados. Tal como o FMI em 1983, a UE, a Alemanha, o FMEuropeu quererão ter sucesso nas suas políticas de redução do endividamento e deficit externo. Eles irão apoiar e proteger os territórios mais cumpridores, economicamente sustentáveis, produtores de bens e serviços transaccionáveis. Só precisamos de fazer «lobby», de explicar o que o Norte tem conseguido apesar da sabotagem crónica de Lisboa. Explicar que não queremos ser prejudicados por uma capital drenadora de recursos financeiros e humanos.” (in Norteamos)

Sem complexos de vir alguém dizer que aquilo que “um transmontano-duriense como eu mais pode desconfiar é, sob a bandeira do Norte, assistir a sinais do centralismo portuense a tentar erguer-se” (in Água Lisa). Mesmo que haja essa vontade, João, felizmente a região tem uma dinâmica que já não o permitirá nunca. E depois…depois há a questão da Galiza (ver post de Nuno Gomes Lopes aqui)

retirado de Nuno Gomes Lopes

(do blogue homónimo)

das rias altas ao douro

O Vigo metropolitano debe asumir un liderado que dependerá tanto do comportamento dos tres grandes motores da nosa economía metropolitana (automoción, construción naval e actividade portuaria) como da capacidade política de artellar un novo modelo de administración territorial baseado na creación dunha área metropolitana que funcione como centro equilibrador desa eurorrexión Galicia e Norte de Portugal de sete millóns de habitantes (o 12% de toda a península ibérica).(Manuel Bragado in Brétemas)

Vigo ten a responsabilidade de funcionar coma ponte económica e cultural entre ambas as dúas bandas do Miño, servindo de contrapeso á voluminosa área metropolitana de Porto e á rexión urbana da Coruña e Ferrol, das que nos separan na actualidade apenas unha hora e media de viaxe por autoestrada e un pouco menos cando funcione o tren atlántico de velocidade alta. (Manuel Bragado in Faro de Vigo)

Nunca me canso de repetir o que muitos (ainda que não os suficientes…) vêm dizendo há uma centena de anos (ou mais): há um óbvio contrasenso ao não encarar-se a unidade económica, geográfica e humana da região galaico-duriense. Nas duas últimas décadas, o desenvolvimento galego e a decadência da região entre Douro e Minho tem acirrado por estas bandas um espírito de combate pela disputa do movimento nos portos, aeroportos. Mas, felizmente, é maioritária a noção das afinidades e interesses mútuos. É só fazer as contas…

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