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urbanidade

Outra evidência é que o desenho do sistema viário urbano tem vindo a ser feito por engenheiros de trânsito que não sabem desenhar “ruas”, e pejam as cidades com “sistemas rodoviários”. Naturalmente que neste caso há um evidente conflito com os sistemas alternativos de transporte. 

 As nossas cidades deixaram de ter ruas e passaram a ter rodovias. A introdução de transportes alternativos sejam eles quais forem tem de ser feito pelo princípio de urbanidade, isto é pela convivência e não pela exclusão. (Alexandre Burmester in A Baixa do Porto)

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“É incrível, mas existe…

(…) uma ‘quase’ ciclovia oculta no Porto. Oculta porque se encontra num estado deplorável, porque parte do seu percurso não é legalmente ciclável e porque existem interrupções e barreiras a superar.” (in Um pé no Porto e outro no pedal)

Para quem, como eu, pedalou de modo regular pela cidade desde as últimas décadas do sec. XX até meio da 1ª década do sec.XXI (assim dito, reparo como devo ter uma idade respeitável…) posso atestar por minha honra já conhecer a dita “(quase) ciclovia” nas minhas deslocações de então: era um troço que surgia do nada e acabava no nada (dois eixos paralelos à actualmente conhecida Av.AIP nome horrível e piroso…brrr!), que obrigava a cuidada atenção por causa dos buracos, lombas e vegetação enraizada na via ( se os portuenses abandonarem o Porto, a natureza selvagem há-de salvá-lo…).

Pelos vistos, apesar de tanta obra pública a estrear ciclovias ou circuitos pedonais um pouco por todo o lado (talvez existam por aí lobbies do pedal e do calçado, temo bem), a câmara municipal também deve desconhecer esta relíquia construída talvez para “servir” os operários que trabalhavam nesta antiga zona indústrial, agora reciclada no roteiro da noite fora-d’horas

Entretanto, o génio espontâneo dos tripeiros de gema, a cidadania solidária e o municipalismo pro-activo da dita cuja câmara tem destas surpresas (já não são biclas, senhores, são skates!):

” A fonte da Praça da Batalha tem agora um novo acessório, uma rampa de skate construída em betão, que lhe confere uma utilidade que o projectista jamais terá imaginado”. (in A Cidade Deprimente)

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