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O Presidente, a Probidade e a liberdadezinha

Há países com sorte.
 
Países onde o Presidente dá consultas de apoio e aconselhamento para problemas de fôro interno, imagino que familiares, gástricos e psicológicos, não sei: “O Presidente […] recebe todos os dias enviados de Chefes de Estado estrangeiros que (…) lhe pedem apoio e conselhos para resolverem os seus problemas internos”.
 
Sua fama, prestígio e competência leva-o a correr mundo para ensinar a receita de paz e estabilidade política (“apesar das diferenças”…mas este “porém” eu não entendi), como quando se deslocou à “(…) histórica cimeira de Áquila(*) onde o nosso Presidente apontou claramente quais devem ser as medidas a tomar para que o mundo viva em paz e haja estabilidade política, apesar das diferenças”.
 
Agora o que entendi, e não posso concordar, é que haja gente malvada que o ataquem, insultem e atentem: “Porque atacar o Presidente da República é atacar todos os angolanos. Insultá-lo e atentar contra a sua honra, é o mesmo que insultar e desonrar todos os angolanos. O mais alto magistrado da Nação representa-nos a todos, mesmo os que são empregados da Open Society, a organização que mais se destaca na guerra contra a honra da pátria e dos seus dirigentes”. (esta e as anteriores citações in Editorial do Jornal de Angola, assinado por José Ribeiro…mas o link à Open Society é meu).
 
Ora, fiquei a pensar que devia até haver leis contra semelhantes desacatos, mas o bom do citado José esclareceu-me em outro Editorial o seguinte: “O nosso país tem em vigor a Lei da Probidade.(…) Existem profissionais – incluindo no jornalismo – que se arrogam de fazer render deslealdades e desonras, a troco de nada” !! E só posso concordar que fazer render seja o que for a troco de nada é um absurdo lógico e quem disso se arroga não é boa gente.

a bem dizer…

Se eu tenho alguma coisa contra os investimentos de Isabel dos Santos em Portugal? Não, não tenho. A sério que não. (Pedro Tadeu in Diario de Notícias via Diario Digital)

“um bom exemplo de como a riqueza de alguns se alimenta da pobreza de muitos”

Os jornais publicavam ontem duas notícias de Angola: a de que todos os anos ali morrem com diarreia 20 mil crianças de menos de 5 anos, 600 mil não têm peso suficiente e 900 mil sofrem de subnutrição, e a de que, além de Isabel dos Santos, mais dois filhos do presidente angolano estão a investir milhões em Portugal. A vacina contra a gastroenterite custa umas poucas de dezenas de euros. (M.A. Pina in JN)

eleições livres em Angola

Existe uma vontade muito grande em fazer acreditar que foram eleições livres. Obviamente, não foram. Mas o pragmatismo dirá que são as eleições livres possíveis para um país com a história de Angola. E com o regime que tem. Acima de tudo, foi um momento propício à violência que não aconteceu, dando lugar às campanhas e comícios. Esse é o maior sinal de mudança.

Com o tempo, uma geração criada em regime ditadorial e corrupto pode evoluir gradualmente para um regime onde se realizam eleições, possa-se votar em alternativas de governo, crie-se o hábito de discutir políticas. E etc.

Devagar, devagarinho…

prevenindo o futuro…

Segundo o novo diploma, os resultados eleitorais podem ser publicados 15 dias a seguir ao fecho das urnas. A lei actual já previa 10 dias de atraso na publicação dos resultados. (in Público)

O que até compreensível, dada a falta de experiência. Até porque levaram tantos anos para marcar uma data, não vá alguma coisa correr mal, não é mesmo?

 

modelo de gestão

Embalado nos seus vómitos, o comediante britânico ousou insultar os angolanos, afirmando perante os convidados que “Angola é gerida por criminosos”. (…)

Edição Online nº 2459
Bob Geldof é verdadeiro, trata-se daquele espertalhaço que fez concertos rock para matar a fome ao mundo, mandou uns bagos de jinguba para África e o resto foi para outros bolsos mais selectos

(in Jornal de Angola ed.on-line 2459)

actualização em 08/05/08

uma curiosidade histórica, que revela como o vodka também provoca vómitos:

“Quando os Presidentes da Rússia e Angola, finalmente, se levantaram, os membros das delegações e jornalistas fizeram o mesmo. Todos compreenderam que iam assistir a um acontecimento comparável à entrega da mais alta condecoração de Estado por Leonid Brejnev, Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, ao imperador da República Centro-Africana, Bokassa”

(Andrei Kolesnikov citado in Da Russia)

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