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voando alto e arriscando a não sair do sítio

Quando deixou de ser suportável a “legitimidade” de se concentrarem investimentos, obras públicas e equipamentos culturais numa certa cidade mais a sul, passou a usar-se o argumento da “locomotiva” que iria arrastar o país para o desenvolvimento. Um logro, pois o que fizeram foi plantar um eucalipto que seca tudo o mais em redor.

Quando leio este post duma associação de cidadãos duma certa cidade mais a norte, percebo a preocupação com a falta de pressa duma tal Ana, criatura algo imprevidente e com pouco acerto a fazer contas. Mas depois leio este outro post de José Ferraz Alves, mais concretamente no ponto iv), e vejo que a referida associação bem pode andar preocupada com a Ana e outros como ela, eles próprios preocupados em regar o eucalipto.

Se houvesse debate político no país, certamente este seria um tema central. Mas a avaliar pelo que leio e ouço, andamos todos a ver passar os aviões…

"O que está a fazer uma cabra-montesa no meio das nuvens?"

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aviãozinho

A vantagem de não ser católico ou  muçulmano, é poder passar por cima de polémicas avulsas e voar até ao essencial:

Con un crecimiento del 13,74%, el Sá Carneiro cerró el mes de diciembre embarcando o recibiendo 4.534.829 pasajeros y creciendo en 547.829 clientes, con los que no solo superó la barrera de los cuatro millones de usuarios, sino que también rebasó con ellos la suma del tráfico consignado por los tres aeropuertos gallegos por primera vez en esta década. Oporto movió 351.769 personas más que Lavacolla, Peinador y Alvedro juntos, cuando estos habían cerrado el 2007 con 735.935 de ventaja sobre la segunda infraestructura aérea lusa. (in La Voz de Galicia)

Curiosamente (ou não) há quem entenda que el Sá Carneiro até pode dar prejuízo. Depende, dirá outro:  A ANA pratica taxas altas em Lisboa, para rentabilizar fortemente este aeroporto. Para não perder tráfego neste aeroporto, aplica as mesmas taxas ao aeroporto mais próximo (ASC), garantindo assim que quem quiser voar para Portugal (ou para fora) paga uma elevada maquia. Sendo o ASC um aeroporto menos atractivo em termos de localização, acaba por perder passageiros. Mais, tendo apenas uma taxa de ocupação de 30%* face ao seu máximo potencial*, deveria praticar um preço mais reduzido, por forma a optimizar a ocupação. (in Norteamos)

Com a mesma convição com que se planeou a Ota Alcochete, baralhando números na Portela, construiu-se um aeroporto em Beja:

 O aeroporto de Beja prevê atingir, entre partidas e chegadas, uma média de 178 mil passageiros em 2009, que poderão aumentar até 1,8 milhões em 2020, segundo as previsões da empresa responsável pelo projecto. (in Publico de 7/2/2007)

Porém, algo de extraordinário se terá passado porque no final de 2008 se dizia: este aeroporto[Beja, claro] vocacionado para os voos «low cost» continua em construção, sem acessibilidades e sem qualquer tipo de acordo para voos comerciais ou voos de carga (in TVI). Falta de planeamento? Falta de estudos? Não, que ideia! Se ao menos quem manda se dignasse a explicar o problema da falta das acessibilidades e como se pensa “contornar” o efeito concorrencial do aeroporto de Badajoz, certamente todos iriamos entender.

Entretanto, no ano passado deixou-se perder a oportunidade de ter uma base da Ryanair no Porto, que acabou por ir para Barcelona. Isto apesar do potencial extraordinário de deslocação de milhões de passageiros de toda a Europa para a região norte. A acrescentar ao que já acontece. E há vontade de ir ainda mais longe, se houver vontade política. O problema é que existem outras questões, nem políticas, nem económicas. Se calhar, não sei.

Não podemos admitir que o Aeroporto não seja considerado estratégico para a região e que não seja autonomizado. Não podemos aceitar que o poder central diga que o Aeroporto não tem grande relevo para a região, mas que seja um elemento que vá ajudar à realização dos aeroportos em Portugal. Isto é que manifestamente não”, acrescentou o Presidente da JMP. (in amporto)

Mas isto não é só falar mal do governo. É que me faz confusão porque andam as oposições parlamentares tão acirradas à volta de fait-divers  e não pegam nestas matérias que tão bem reflectem um certo modo de gerir a coisa pública.

Afinal, senão rentabilizamos o que temos e são valores seguros, que outras estratégias nos propõe para sairmos da crise?

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