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titanic

Faz hoje 100 anos que aconteceu o famoso naufrágio. Curioso, quando era miúdo parecia-me uma história de tempos muito remotos. Agora, apanhou-me de surpresa terem passado somente 100 anos.

Apesar do impacto que teve na época, não passou dum episódio dramático e sem consequências para o mundo. Porém, ficou a imagem do enorme barco demasiado grande para afundar (e que foi ao fundo a meio da 1ª viagem) e do critério de prioridade de acesso aos barcos salva-vidas (passageiros de 1ª classe primeiro…). Como alegoria da corrente crise económica na Europa e América do Norte é impecável, e nos últimos anos tem sido usada abundantemente. Desde as entidades financeiras e economias nacionais “demasiado grandes para irem à falência”, ao prudente critério de todos os idosos com necessidade de hemodiálise terem direito ao tratamento se pagarem, a poderosa imagem do Titanic funciona como a dum mito grego sempre rico em novos sentidos e actualidade.

Como todas as comparações e simbolismos, tem os seus limites: o capitão do Titanic não abandonou o barco, nem os passageiros que ficaram sem salvamento.

Sendo optimista por natureza, desvalorizo o detalhe histórico da Europa e América do Norte terem vivido décadas de paz e prosperidade até dois anos e meio depois do naufrágio. O calendário maia não é para aqui chamado.

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Comentários a: "titanic" (3)

  1. Ahh Pepe!
    Lasciamo che affondi… poi magari le cose si metteranno meglio!
    Ma guarda che il “capitano” in questione non lo si può paragonare a quello del Titanic…
    Di solito, i politici o grandi finanzieri che ne combinano delle belle, trovano sempre il modo di “ripulirsi” dalle accuse e presto o tardi si riciclano e nessuno dice nulla.
    Non so che dirti, anche da noi nella bella Svizzera così tanto sognata (da chi da fuori ci guarda) ci sono parecchie cosucce che assolutamente non vanno bene. Credo ne parli anche la stampa e media internazionali…
    Però vedi, non c’è modo di “far le valigie” ed andare altrove…
    Beh, almeno per me e mio marito avendo due ragazzi da considerare, significa fare i pugni in tasta e continuare a lavorare sodo (e a pagare tasse altissime).
    Una sorta di cane-che-si-mangia-la-coda…
    Utopico sognare in un 2012 senza crimini contro la natura, gli animali, i bambini, i poveri, i diversi??!
    Dai, Pepe, la speranza è sempre l’ultima a morire…
    Serenità :-)claudine

  2. Cada época vive os seus dramas e suas euforias, mas a mudança permanece sempre, Claudine. Ou como disse um poeta:

    “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

    Muda-se o ser, muda-se a confiança;

    Todo o Mundo é composto de mudança,

    Tomando sempre novas qualidades.”

    Com serenidade, de preferência.

  3. Confermo… la sensibilità di un poeta è perfetta…
    anche in quest’ambito drammatico!
    Coraggio, amico Pepe…
    il nostro “passaggio” lascia tracce indelebili… non parlo della scrittura, ma di ciò che prende forma nel cuore di chi ci sta attorno!
    La tua sensibilità, talvolta accompagnata dalla rabbia dell’impotenza, è da condividere!
    A presto, sì, con tanta serenità!
    Claudine

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