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pensar o futuro

Já se sabia que isto do optimismo tem uma componente ambiental, mais recentemente parece que identificaram um gene responsável, e, agora, um estudo revela que o cérebro optimista tem tendência a contrariar as evidências desagradáveis e a desvalorizar riscos.

Nada que a vida ( e o bom senso) não nos ensine. Suponho que o sábio louco alemão mandaria tal conclusão às malvas, por tão óbvia, et pour cause, demasiado superficial.

Popularmente, há o velho teste do copo meio cheio-meio vazio. E a variante optimista que vê o copo meio-cheio, mas com tendência a esvaziar; e a variante contrária, que o vê meio-vazio, mas metade já está do lado de cá.

Pessoalmente, creio que combino a variante optimista do copo meio-cheio (mas a esvaziar) com a pessimista (excepto no que diz respeito ao meio-vazio). Isso faz de mim o quê? Pois…

Ou como alguém disse:

meio-cheio/ou meio-vazio/o copo

sobre a mesa pousei-o

sou eu/sem mais/medida do meu desejo   

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Comentários a: "pensar o futuro" (2)

  1. Certamente le tue asserzioni sono molto intriganti!
    In realtà, nella vita sono stata confrontata con persone che vedono tutto negativamente… proiettano negatività nella loro vita, e per finire, sono sempre scontente.
    Io ho sempre cercato di vedere il lato positivo, anche nelle esperienze negative. Forse considerando il “karma” che lega ogni essere senziente a delle esperienze precise, fatte su misura, se così si vuol dire, quali ristorno in rispetto alla legge della causa-effetto.
    Lo so, Pepe, appare una sorta di “visione” per chi non ha un’iniziazione pragmatica alla filosofia buddista…
    Eppure…
    Eppure posso confermare almeno qualcosa circa le “proiezioni positive” (vedere il bicchiere mezzo pieno, per intenderci).
    Se già al mattino quando ci si sveglia si cerca di utilizzare questa positività, anche se diluvia e fa freddo…. anche se in ufficio ti ritrovi con la scrivania stracolma di pratiche difficili da risolvere… ecco che in qualche modo la visione positiva è così forte da darti un senso di pace interiore.
    Evidentemente (e lo ammetto con perfetta coerenza) molto è legato alla propria situazione personale e psico-fisica.
    Se mi trovassi in un paese come ad esempio l’Afganistan, magari avrei pure io il mio filo da torcere nel cercare di focalizzare la positività. Ma questo allora sarebbe legato alla forza della legge di “causa-effetto” nuovamente legata al proprio karma.
    Okay, un po’ tortuoso come pensiero… ma credo di essere riuscita ad esprimere ciò che sento.
    Un sorriso sul viso può fare piccoli miracoli: se in strada sorridi e saluti anche uno sconosciuto, qualcosa dentro quella persona fa “click” e si chiederà il perché…
    Poi forse anche lui saluterà il prossimo che incrocerà sulla strada… e così via…
    Molto di ciò che scrivo rispecchia il mio sentire…
    Beh, non sono per nulla famosa… di fatto non credo che tu abbia mai letto ciò che ho scritto (senza considerare la diversità d’idioma)… ma nei messaggi che riprendo, in fondo questa tua provocazione del pensiero positivo mi ha sempre accompagnata per mano.
    Un grande abbraccio in serenità, buona settimana
    :-)claudine

    • Isto do pensamento positivo, Claudine, passou a categoria de pensamento prêt-a-porter, excuse my french, e enche as prateleiras das livrarias com centenas de títulos, assim como dá origem a miríades de cursos e workshops para ensinar a pensar positivo. Ou, no discurso político, a frase feita: “a crise é uma oportunidade”.

      Mentiras? Não, não exactamente. Daí a minha referência ao sábio louco alemão (Nietzche), o qual, entre muitas outras reflexões (e provocações), insiste muito na “situação pessoal e psico-física” que a Claudine refere.

      Mas há o karma, diz também. Uma forma de ligar a parte hereditária do nosso modo de viver a vida com o vivido-propriamente-dito, entendo eu.

      E feita esta equivalência, regresso a outro dos meus “mestres” favoritos: Alberto Caeiro (aka Fernando Pessoa). A poesia de Caeiro dá um grande destaque à diferença entre “ser” (ser alguma coisa, o vento, uma flor, o luar) e “pensar” seja o que for a propósito do ser-assim (vento, flor ou luar). Esse “pensar” é doença, porque o vento, a flor, etc, não pensam que o são, e, se o pensassem, não eram o que são.

      Assim, digo eu, “pensar positivo” deixa de o ser, quando se faz dele norma e pratica. Porque a “arte” de acordar num dia frio e chuvoso, ou de chegar ao escritório e deparar com montes de trabalho para fazer (para utilizar seus exemplos), e ser positivo (paz interior), é algo natural (creio que Nietzche dizia ser próprio dum organismo saudável).

      E, como tudo natural e saudável (direi eu), exige pratica, perseverança e, certamente, conhecimento (principalmente intuitivo). Mesmo, ou principalmente, no Afeganistão…

      Mas, aí, entra outra noção, a do “desejo”. E do desejo à “hubris” (tudo o que passa da medida) é um pequeno passo. Mas isso do desejo e das suas consequências não me atrevo explicar sem “un’iniziazione pragmatica alla filosofia buddista…” 😉

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