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É que há momentos, instantes, contratempos, segundo se pode entender deste acórdão do Tribunal do Porto: “a sua [do violador] actividade delituosa se prolongou ‘apenas’ durante alguns momentos” (in JN) . Ou, como se usava dizer, “há horas más”. O que, pelo que se depreende da decisão de quem julga estas coisas, não foi o caso: foram “alguns momentos” que não chegam a ser longos.

O Tempo é relativo, já alguém suspeitara e os juízes conselheiros o afirmam: “a privação de liberdade das vítimas se cifrou em alguns momentos que não terão ao atingido uma hora“.

E quando ao tempo do momento da “privação de liberdade” (necessariamente curto, sugerem os meritíssimos) se junta a “astúcia” do procedimento usado (e logo o”mais suave”), o acórdão parece beber nas páginas da Ilíada e da Odisseia onde Homero louva o astuto Ulisses pelo modo como consegue levar seus propósitos avante.  E vai daí nova redução de pena para o sequestrador/violador reincidente. Justo. Justíssimo.

nota final: isto lembra-me outro famoso acórdão, o da “coutada do macho ibérico“.



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