novidades e outras coisas

Independentemente do que se pense sobre a Wikileaks, a prisão de Julian Assange sob acusação de violação e agressão faz-me lembrar aqueles outros criminosos que, sendo famosos por criticarem o regime do seu país, são detidos por, alegadamente *, cometerem furtos ou coisas assim.

Um sinal para todos os que queiram repetir a graça, certamente. Como quem avisa: tenham medo, muito medo.

A versão internacional (dentro do mundo livre e democrático, claro) daquele gestor de empresas português que avisou, no dia em que o seu partido ganhou as eleições: “quem se meter com o [nome dum partido político português que ganhou eleições no sec. XXI mas que, como se pode depreender da frase citada, eu não vou escrever] leva!

Se esta é a melhor maneira de proteger os segredos diplomáticos e outros, também podiam encerrar os jornais e media que falam sobre essas coisas. A pretexto daqueles anúncios indecentes que os jornais costumam publicar, por exemplo. E, de seguida,  deter preventivamente os leitores e comentadores de café (como eu…mas não eu!), talvez a propósito duma qualquer acusação que depois ocorra.

Não que isto seja importante, ou sequer relevante, mas ainda vamos ter saudades do tempo em que os jornais publicavam fugas de informação pondo em causa a actuação dos governantes. É o que posso avaliar lendo a imprensa de países mais avançados como Cuba, Coreia do Norte e outros que tenho medo vergonha de dizer. O mundo vai ficar mais cor-de-rosa (ou a preto-e-branco) e um nadinha mais chato. [já agora, leia-se como a Time substituiu o escolhido na eleição da Personalidade do Ano pelo selecionado em decisão “colegial”]

“Are their heads off?” shouted the Queen.

“Their heads are gone,” the soldiers shouted in reply, “if it please your Majesty!”[74]

“That’s right!” shouted the Queen, “can you play croquet?” (in Alice in Wonderland de Lewis Carroll)

* “alegadamente” é um termo jurídico que não pertence à maioria dos sistemas penais por esse mundo fora, nomeadamente o tribunal da opinião pública.

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Comentários a: "e porque o natal está a chegar…" (2)

  1. Tiña eu gañas de escribir algo sobre a raíña Fredegunda (545-597) , unha personaxe histórica que fixo unha política que, milenio e medio despois, lembra bastante ás lideiras da «diplomacia» occidental. Triste, que algunhas cousas non mudaran moito dende a alta idade media.
    Que non nos quiten o sorriso, Pepe. Bo Nadal, e entre no 2011 con ledicia.
    ¡UMA APERTA!

    • Ontem li, a propósito dum contexto completamente diferente, de que as melhores previsões sobre a evolução dos acontecimentos nos Balkans não assentavam nas notícias dos media, mas na leitura dos livros de História.

      Obrigado, Míguez e votos dum 2011 sobre rodas…com motor eléctrico!

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