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Compreendo os argumentos da CP, Refer, ministérios da tutela e etc, quando pretendem encerrar linhas de caminho-de-ferro no Douro: não há utentes para lhes dar utilidade, nem há segurança por serem muito velhinhas e tal e coisa.  E têm razão. Basta alterarem os horários, reduzindo-os e levando os utentes a gastarem um dia para fazerem uma deslocação de ida-e-volta, para estes passarem a preferir os transportes públicos rodoviários ou o automóvel particular.

Também entendo a EDP e ministérios da tutela quando insistem na importância de se construírem mais barragens ainda que o benefício energético seja mínimo, com elevados custos ambientais e destruição duma estratégia de valorização turística internacional assente nos patrimónios natural, cultural e outros. Os ganhos que lhes interessam provavelmente são outros, mas disso nada percebo, ainda que entenda a ideia.

Quem não entende, mas parece que gostaria de quem lhe explicasse é o senhor abaixo-citado:

Chegados a este ponto é lícito perguntar: em que mundos vive o Ministério Público e a PJ, ou será que o vale e a Linha do Tua é que já não pertencem a este mundo? Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto fede…” (Daniel Conde in DN)

O que (ainda) resta da ponte ferroviária internacional da Linha do Douro.

Comentários a: "É Tua e é de todos…ou será que é só para alguns?" (4)

  1. Linda foto….

    É sempre o problema da falta de utentes. Em Inglaterra têm percursos de comboio centenários e não os fecham. Já fiz uma em Carlisle e é inolvidável. A paisagem é única e não há carro que possa transmitir aquela sensação e regressar ao passado e ver as coisas virgens.

    Bjo

  2. Bom exemplo, Virgínia: comboios e linhas centenárias através de paisagens inolvidáveis. Ainda por cima podem atrair turistas e dinheiro para a região.
    bom fim-de-semana

  3. Moito temo, Pepe, que lles contaxiamos nos a enfermidade. Despois de séculos de socios privilexiados no contacto tecnolóxico co UK (precursores e mantedores do ferrocarril, como ven di Virginia) agora padece Portugal o mesmo mal que España: a fiebre das infrestruturas, entre as que destaca o TAV como bandeira dun progreso apenas aparente.
    Unha aperta!

  4. Ah, Míguez, mas se essa febre fosse um problema de saúde (uma febre tardia, já se vê)! O problema é que parece ser mais um caso de polícia…
    um abraço

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