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Por indicação amiga da Maria Luisa cheguei a este artigo no El País:

A Oporto le sienta bien la luz: el cielo se pone azul y unas nubes gordas y blancas se mueven rápidamente por él como si tuvieran miedo a quedarse quietas. La luz hace que las baldosas de las fachadas de los viejos edificios, muchos de ellos abandonados, brillen. El escritor más importante de la ciudad, Eugenio de Andrade, fue el poeta de la luz, y de los cuerpos y de la vida.

A Oporto le sienta bien la luz, pero la lluvia es la compañera inseparable. La lluvia cae a menudo para marcar territorio (Félix Romeo in elpaís).

E se ela se lembrou de mo mostrar foi por lhe fazer recordar algo semelhante que leu em PortoGrafia:

A cidade velha vive sob a influência da atmosfera densa do rio: sua luz não é a do Sol, mas a da chuva. 

E são as tardes frias, cinzentas, quem seduzem o estranho que nela se perca.  A cidade brilha sob a chuva miúda, sua pele de sáurio antigo se solta, rejuvenescendo na mulher de beleza eterna e idade indefinível. Do húmus das fundações libertam-se exalações íntimas, insinuantes. Suas ruas se transfiguram no bailado de luz e cor com as nuvens que passam. Nuvens ligeiras e úberes

(Arranhando a superfície até sangrarem os dedos in Imago Mundi)

 

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Comentários a: "“…pero la lluvia es la compañera inseparable”" (4)

  1. Lindo o texto e verdadeiro também.

    O Pofrto lembra-me as cidades inglesas, onde parece sempre que os odores emanm da terra, das plantas e da humidade. Gosto dos céus cinzentos plúmbeos, do sol meio esbranquiçado que espreita através das nuvens, da aparente cinzentude, que é rica em cambiantes. Não conseguia viver em países onde só fizesse sol. Preciso de chuva de vez em quand. Gosto de abrira a janela à nite e respirar o ar que vem das árvores húmidas em redor.

    A foto….é mesmo de quem a tirou!

    • Compara bem o Porto com as cidades mais a norte da Europa, Virginia. Alguém até terá escrito, não me lembro quem, que é a mais meridional das cidades do norte da Europa.

      E é isso que diz, essas variações de temperamento ao longo dum mesmo dia que lhe dão encanto.

  2. Peço desculpa dos erros que fiz no post que escrevi. No laptop vejo mal e faço sempre gralhas. Mea culpa!

    Hoje vi de novo a fotografia que tens neste teu post, Pedro. Ainda é mais linda do que está aqui.

    Maravilhosa….dá para pintar!

    🙂

    Bjo

    • Se meus dedos fossem pincéis e tivesse olhos d’água, seria pintor da sombra e do nevoeiro sob a luz dum sol molhado de chuva (como Turner, para me ficar pelos clássicos).

      Mas como não sou, Virgínia, resta-me fazer clique-clique no botão duma maquineta e agradecer o engenho dos técnicos da óptica digital e do software de imagem.

      Porém, mais fotão, menos pigmento, a luz é sempre a matéria-prima.

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