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Gravuras do Côa

Imagine-se um país com uma região famosa como o Alto-Douro. Ou com um património arqueológico único como o Vale do Côa. Ou, vá lá, com um parque natural tão notável como o das Arribas do Douro.

Imagine-se, agora, que esse hipotético país tivesse essas 3 “coisas” (região famosa, património arqueológico e parque natural notável) ligadas por estrada (de ponta-a-ponta) numa extensão de 200 quilómetros. Que pudessem ser feitos de barco, também. E/ou de combóio.   Agora, tente-se imaginar que a 100 km dessa terra de fantasia do hipotético país, existisse uma cidade com o património e um aeroporto como, sei lá, o Porto tem. Com ligação àquelas 3 “coisas” por estrada, rio, caminho de ferro. Helicóptero para os mais abonados. Ou E avioneta.

Dando largas à imaginação, imagine-se ainda do lado oposto, à distância duns 70 km, uma outra cidade com o património e aeroporto como tem…vejamos…como…como tem Salamanca, por exemplo! Também ligada às tais 3 coisas por combóio e estrada.

Arribas do Douro

   Se um país assim existisse, ah…se um país assim existisse!…deveria ser um país bom para viver, trabalhar e gozar férias.

 

Alto-Douro

 

 

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Comentários a: "ah, se o meu país tivesse um bocadinho que fosse disto!…" (4)

  1. Que lindo país temos e é o nosso….mas não o sabemos apreciar, pois não?
    Eu não guio e teno muita dificuldade em ver estes locais de sonho…mas adoro ler e ver fotos de pessoas que amam a nossa terra….e ainda há muitos.
    Abraço

  2. Não, Virginia, o país de que falo é fantasia.

    O nosso país não tem uma política de turismo que promova as 3 “coisas” que falo no post. Qual é a imagem de cartaz de Portugal no Estrangeiro? ALLgarve, Lisboa, certamente. Madeira e Açores, também. Praia e diversão urbana, com algum museu à mistura.

    E a Linha do Douro está decadente faz décadas, tendo sido abandonados os 30 Km que ligam o Pocinho a Barca D’Alva, de modo que a ligação daqui a Salamanca acabou por sofrer o mesmo destino (mas com a promessa de ser recuperado o troço espanhol se o português também fôr).

    O espantoso é que o investimento necessário é uma ridícula fracção do investimento da linha TGV (qualquer uma), com óbvia captação de investimentos privados, criação de empregos e dinamização do Interior.

    Há países que não existem. E se existem, não dá para acreditar.

  3. Tens razão, Pepe.

    Esta região tem sido menosprezada duma forma vil. Propositadamente. Para canalizar os turistas e visitantes para o sul, capital e afins.
    É triste.
    Porque é que a Vivacidade não organiza um passeio de barco pelo Douro? Aposto que haveria muitas inscrições e esta altura é óptima …ou em SETEMBRO.

    Pelo menos alguem fazia alguma coisa!!!!

    Fica a sugestão.

    Bjo

    • Isso de viajar pelo Douro não é coisa de turista, não, Virginia.

      O Alto-Douro tem aquela coisa telúrica (que mexe sempre com os temas da sexualidade e da morte) associado aos rituais báquicos, o Vale do Côa é obviamente um “recinto” de práticas xamânicas e as Arribas são um mundo selvagem só na aparência domesticado por efeito das barragens.

      O Douro é uma trip. E das pesadas.

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