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Arrebol do CERN

O que procuram são respostas para grandes questões: de que é feita a matéria? O que é a matéria escura, que constituiu grande parte do Universo mas se mantém teimosamente invisível? O bosão de Higgs, partícula que explicaria por que algumas têm massa e outras não, existe mesmo? (in Publico)

 

“Over 2000 graduate students are eagerly awaiting data from the LHC experiments. They’re a privileged bunch, set to produce the first theses at the new high-energy frontier.”(CERN Director General Rolf Heuer)

Mesmo eu que nada entendo destes assuntos metafísicos, consigo perceber quando alguém como Carlos Fiolhais explica que os “novos detectores poderão ser úteis nos nossos hospitais para ver o interior dos nossos corpos. E o poder prodigioso de cálculo que é necessário para tratar a vaga de informação que inunda os detectores, e analisada também nos computadores portugueses, desafiará decerto o engenho humano, para benefício de todos. (in Publico)

Numa época de profunda e prolongada crise que afecta o modo de vida confortável e protegido dos países desenvolvidos, quando voltam a “popularizar-se” relações de produção claramente injustas ou governos autoritários sentem-se legitimados por suportarem melhor a crise do que os governos democráticos e, acrescendo a isto, sabendo-se como os modelos de desenvolvimento actuais colocam em risco o ambiente, creio ser esta a maior das oportunidades para a Humanidade evoluir no sentido desejado.

Levando tempo, certamente, e podendo contribuir também para o oposto de tudo o que aqui desejo. Mas estes são os eternos desafios da Humanidade: comer o fruto da Árvore do Conhecimento sem admitir a culpa, nem aceitar a expulsão, ter o discernimento para só abrir a outra caixa de Pandora e controlar os demónios que espalham o medo-ódio.

Mas o que mais me atrai nestas experiências do CERN exprime-o melhor uma poetisa (que também é professora de física): “Talvez viajem desde o Big Bang/átomos que me afagam através da morna brisa,/neste rubro arrebol do dia exangue./Quem sabe já terão sido pedra, rouxinol, flor/e por isso a brisa como que canta e exala um perfumado odor.” (in Arrebol de Regina Gouveia)

Isto é assim uma forma pós-moderna de Panteísmo. Não sei. Nem me importa.

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