novidades e outras coisas

(…) Suponho que disso sei mais e melhor que todos os psicólogos, psiquiatras e políticos reunidos em seminário sobre o tema, embora eu não publique papers nem faça leis, muito menos vote no parlamento.(…)

A criança que cai nesta roleta da vida, a da fatalidade da adopção, tem de ter pais substitutos mais sábios que os pais biológicos, estes sempre e apenas pais pela vontade, pela ocasião e pela biologia, nunca sujeitos a exame prévio de aprovação. É isso, apenas isso, que deve ser exigido aos que se candidatam a adoptar.

O problema exclusivo numa adopção, do ponto de vista da criança, é esta encontrar um ambiente nuclear próximo em que predominem o afecto, o respeito, a liberdade, a pedagogia e o permanente bom senso, tudo suportado, naturalmente, por uma capacidade de sobrevivência societária e económica (…).

E isso, um pólo bi ou monoparental, um negro ou um amarelo, uma parelha heterossexual ou um casal de lésbicas, podem cumprir os requisitos, se os cumprirem. (in Água Lisa)

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