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poder local

O que quero que o poder autárquico faça pela minha cidade?

Por um lado, seja um bom gestor do espaço comum, não só em termos de manutenção, como de evolução.

Por outro, tenha uma acção reguladora, facilitando mudanças e fiscalizando o que respeite a segurança e o bem-estar.

E tenha como prioridade políticas que tenham a ver com a qualidade de vida dos cidadãos, seja no equipamento escolar ou de saúde, seja nos transportes e habitação.

E que na falta de iniciativas por parte do Estado ou dos privados, seja o poder autárquico o promotor de ideias e projectos.

E que seja um factor de integração do território municipal na realidade regional e nacional mais vasta.

Chateando quem tenha de chatear.

Prestando contas a quem tem o poder de o eleger.

E quem tem esse poder tem de se assumir como cidadão.

Entretanto, no país real:

propostas de medidas concretas

A cidade não é saudável se não for ocupada e bem tratada. Uma zona deserta nalgumas horas do dia é inevitavelmente tomada de assalto pela insegurança, o que vai causar ainda mais abandono num ciclo vicioso onde, sem grande resultado, se vão enterrando fortunas em limpeza e manutenção. É indispensável ter a atitude que já se provou resultar no metro do Porto: vigilância atenta e permanente, reparação imediata de danos – só assim se consegue manter uma qualidade digna no serviço ao cidadão, evitando uma degradação incontrolável.

propostas de futuro

Os políticos sempre disseram “nim”, nunca houve uma posição clara”, resume o presidente de Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, defensor da fusão do Porto, Gaia e Matosinhos. “Desde logo, a fusão implicaria menos cargos, menos tachos”, explica.

“a projecção mais fiel do que somos”

aquilo que se viu nesta luta autárquica só não se nos afigura trágico porque, na realidade, o universo das câmaras municipais acaba por ser a projecção mais fiel do que somos. Distribuem-se chouriços, bonés made in China, prometem-se jardins, bairros e coisas menos palpáveis como o desenvolvimento sustentado. Multiplicam-se arruadas, as caravanas automóveis passeiam buzinas e bandeirinhas esvoaçantes, resgata-se ao Portugal profundo todos os cantores pimba para badalados espectáculos ao ar livre pagos, não raras vezes, pelos orçamentos autárquicos dos presidentes de câmara que são recandidatos.

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