novidades e outras coisas

no ensino universitário, mais que em qualquer outro, reconhece-se o valor especial da cultura, do estudo e do conhecimento — mesmo da cultura, do estudo e do conhecimento que, aparentemente, e apenas aparentemente, não têm qualquer aplicação prática. Como gostam de dizer os físicos, nada é mais prático do que uma boa teoria

O Decreto-Lei 74/2006 de 24 de Março, que concretiza em Portugal o dito processo de Bolonha, revela um deslumbre pela teoria «eduquesa» das competências(…) afirma visar a «passagem de um ensino baseado na transmissão de conhecimentos para um ensino baseado no desenvolvimento de competências». E repete a mesma ideia falando da «mudança do paradigma de ensino de um modelo passivo, baseado na aquisição de conhecimentos, para um modelo baseado no desenvolvimento de competências».

Não explica, é claro, nem poderia explicar, por que razão identifica a «aquisição de conhecimentos» com um «modelo passivo» e por que razão as competências são implicitamente activas

(Nuno Crato in De Rerum Natura)

Noutros tempos, falava-se na “universidade da vida”, agora no reconhecimento, validação e certificação de competências adquiridas .

E a famosa capacidade portuguesa para o desenrasque? Que orgulho…!

Moral da Estória: “era tão competente, mas tão competente, que, quando o paradigma de competências mudou, ficou desactualizado”

Já o Darwin falava qualquer coisa assim a propósitos das espécies…

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