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2009 vai ser bom

the doors of perception

O tema da “crise” é já tão gasto, neste nosso singelo país, que a visão do preço da gasolina a baixar nos postos de abastecimento acaba por ser tónico suficiente. É que não dá para levar muito a sério  a crise anunciada para 2009 e seguintes.

Também não parece muito importante uma crise mundial provocada pelo modo como agiu (ou não agiu) o equivalente americano ao nosso Banco de Portugal ( que alegadamente garante um sistema financeiro e monetário “seguro, flexível e estável”), pois também o nosso BP não soube evitar problemas semelhantes, e tudo se vai resolvendo tranquilamente. Nem comove ninguém que esquemas financeiros tipo “D.Branca” fossem objecto de culto em Wall St. e agora estejam a dar os resultados que em Portugal bem se conhecem. Por cá, as preocupações continuam a ser as de sempre e o primeiro-ministro conseguiu baixar a taxa de juro de referência no crédito da habitação.

É preciso gastar menos? Claro que é. É preciso poupar? Até dá jeito. Mas, para começar, é preciso ganhar mais. De Medina Carreira a Jerónimo de Sousa não faltam soluções, só há que escolher.

E repare-se: o ano de 2008 foi atípico, como confirma a tabela do campeonato de futebol português na última semana de Dezembro, mas logo na primeira semana de Janeiro a normalidade está retomada. Se o PR crítica a AR e dá a entender falta de solidariedade institucional por parte do PM, seja por causa do Estatuto Regional, seja pelo que for, este é ano de eleições (e logo três) para que tudo seja apreciado, discutido e decidido por quem manda.

Quando a crise é global, os mais crescidos hão-de resolver os problemas e sobrarão rebuçados para os pequenitos. E nós, pequenitos e habituados a viver sempre em crise (desde Alcaçer-Quibir, para não ir mais longe), até vamos folgando com as consequências da crise mundial: baixa das taxas de juro, descida de preços do combustível, descida da inflação. E casa novas não faltarão por mais 40 anos.

Depois de milagres como o Alqueva e a Expo-98, após o surto de desenvolvimento provocado pela construção dos estádios do Euro-2004, o inevitável investimento na Ota em Alcochete, o imparável progresso garantido pelas linhas TGV, a revolução no ensino proporcionada pela avaliação dos prof’s e pelo Magalhães, a projeção mundial de Portugal graças ao ouro da bota de CR, como não acreditar que o futuro será sempre um lugar melhor?

Se até mesmo os mais pessimistas concordam que 2009 poderá ser bem melhor do que 2010, porque nos afligir com questões marginais como a quebra do crescimento económico na China?

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Comentários a: "2009 vai ser bom" (2)

  1. Adelaide Pereira said:

    Como vai ser muito pior para muitos (para os que perderam o emprego e para os que vão perder). Vai ser melhor para alguns (os que têm emprego, nomeadamente para a função pública com aumentos acima da infacção).
    É imperativo uma mudança de mentalidades em todas as classes sociais. As familias não terão outra via senão a da poupança diária (controlar o consumismo). Tudo o que não seja essencial e vital é de excluir das despesas correntes.
    Quando o PM vem dizer que o governo vai salvar a todo o custo tudo o que houver para salvar é, obviamente, um discurso enganador. Basta estarmos atentos ao comportamento e à evolução dos agentes económicos e à divulgação das previsões da economia (crescimento negativo para este ano) quer no plano nacional quer internacional por instituições que têm o dever de dar um retrato menos “romântico” da situação real e concluir que as empresas vão entrar em dificuldades. Vamos continuar a ver regularmente, empresas a fechar e portanto o desemprego irá aumentar.

    Adelaide Pereira

  2. jorgesaraiva said:

    2009 poderá ser bom? Por agora temos um inverno gelado que colocou o país no vermelho… Isto quer a nível económico como metereológico!

    Sobre 2009 fala-se do desemprego como a foice que ceifará os mais azarados… O governo com a sua costela de esquerda pensa em aumentar o desemprego!

    Até quando a falta de imaginação? Porque não combatemos o desemprego de outra forma? Em vez de esbanjar-se no desemprego porque razão o governo não utiliza essa verba não cobrando às empresas segurança social, por exemplo, se estas não despedirem e dedicarem-se a inovar algo!

    Os resultados financeiros para o estado serão os mesmos mas, pelo menos as pessoas continuariam a trabalhar, existiria maior optimismo e, quem sabe, não inovavamos mesmo algo!!!! No minimo inovavasse a politica!

    http://jorgesaraiva.wordpress.com/2009/01/09/2009-ano-de-longo-inverno-pelos-vistos-nao-so-economico/

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