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pedigree

Nada menos que el 20% de la población ibérica actual desciende de sefardíes. Y otro 11%, de norteafricanos. Si ambos siguen aquí, es que nunca se marcharon.

la ascendencia norteafricana va de 0% en los Pirineos al 20% en Galicia y el 22% en Castilla noroccidental. Andalucía tiene uno de los índices más bajos. Esto cuadra con las expulsiones de moriscos ordenadas por Felipe III en 1609, que diezmaron los guetos de Valencia y Andalucía, pero poco pudieron hacer contra las dispersas e integradas poblaciones de Extremadura y Galicia.

Los cromosomas de origen sefardí, siendo de una época más remota, aparecen distribuidos por el territorio de forma homogénea, con la excepción del noreste de Castilla, Cataluña y los Pirineos, donde su frecuencia es muy baja (in El País)

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Se estes dados se puderem extrapolar para Portugal, afinal os “mouros” estamos mais a norte do Douro do que a sul. De resto, estas conclusões só  confirmam o que já há muito se sabia (veja-se a célebre anedota do marquês de Pombal a entregar roupa com a marca da cruz de David ao rei D.José ) e se suspeitava (famílias nobres/reais ibéricas com “sangue mouro”, como tanto se versou nos cancioneiros). Para o racismo atávico, fruto do preconceito e do medo ao diferente, estudos como este podem ser um excelente contributo para erradicar complexos estúpidos e maus.

E não se trata só de “raça”, mas de outras verdades elementares e evidentes, geralmente esquecidas: nenhuma criança nasce “muçulmana”, “cristã”, “judia”. Ou “portuguesa”, “espanhola”, “basca”. Quando assassinos selecionam vítimas de acordo com o passaporte, matam pessoas pelo credo que confessam ou pela cor da pele, estão a exprimir velhos e arreigados preconceitos do modo mais obsceno, mas muito comuns em todo o lado.

Ainda que pareça algo vago e distante, estudos semelhantes ao acima citado confirmam que toda a espécie humana actual descende duma população comum, africana, que ainda não se teria separado há uns simples 60.000 anos. Pode parecer muito tempo ( e é, à escala humana), mas nessa época, na Peninsula Ibérica, os únicos humanos que por aqui viviam eram Neardenthais (cuja linhagem se extinguiu umas dezenas de milhar de anos depois). Talvez por isso, sempre achei deprimente aqueles que cultivam rótulos monotemáticos como o “celtismo”, “a negritude”, “as suecas (todas) louras” e só para me ficar pelos mais inofensivos.

Ainda que a questão das origens seja assunto que não me perturbe o sono, confesso que me fica uma dúvida existêncial.

Donde me chegam os restantes +/-60% de genes? De celtas, godos, romanos, fenícios, gregos, vândalos, bascos, quiçá uns fragmentos do DNA de Neardenthal. Ah, e já me esquecia o legado mais recente dos meus antepassados que embarcaram paras as Índias, naufragaram nas costas do Cathay, desembarcaram na foz do Zambeze, penetraram no sertão brasileiro e ergueram um farol nas Berlengas.

Razão tinha, afinal, o velho Salazar, em comemorar o Dia da Raça. Raça Portuguesa, bem entendido.

 

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Comentários a: "pedigree" (1)

  1. […] de famílias numerosas, muito dadas a paixões súbitas e em peregrinação […]

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