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(…) a transmissão das tradições culturais de geração em geração está ameaçada devido à televisão e à falta de convívio entre crianças e idosos (in Publico)

Não é de hoje que se diz que “a tradição já não é o que era”, que as pessoas deixaram de ir à missa, deixaram de ter tempo/vontade para ler, passam menos tempo com os filhos/pais. Também é verdade que, antigamente (no caso português até há meia centena de anos) pouca, pouquíssima gente sabia ler/escrever. E “passar mais tempo” não é o mesmo que ter qualidade de convívio afectivo e estimulante. Logo, nem tudo será exactamente como se diz. Para não falar das tradições também poderem servir de veículos culturais para vivências retrógadas.

Mas para não complicar, fiquemo-nos pelas boas notícias: A percentagem de portugueses idosos – nos grupos etários de maiores de 65 e de 80 anos -, vai aumentar para quase um terço (30,9%) no decorrer das próximas cinco décadas, até 2060, segundo as projecções populacionais divulgadas ontem pelo Eurostat (in DN). Ou seja, com tanto velho que vem aí, qual é o motivo para nos preocuparmos?

Eu, por exemplo, que em 2060 terei 98 anos, assumo desde já o compromisso de transmitir as velhas tradições do “meu tempo”: o rock dos anos 60/70, a vulgata do Maio 68, o “nuclear? não, obrigado!” e a alergia ao “principio da autoridade”.

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