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Estabelecido que o preço do petróleo será sempre alto para os padrões de poucos anos atrás, para além de ser uma fonte de energia finita e poluente, torna-se atraente o investimento nas alternativas e o carro eléctrico passa a ser uma realidade acessível a curto prazo.

As energias renováveis, limpas e baratas parecem ter a qualidade de combinar a alta sofisticação técnica e a investigação cientifica de ponta, com soluções “caseiras”, inventores autodidactas, produção local. Nada disto é propriamente novidade, os famigerados ecologistas não falam doutra coisa faz décadas. Ou o sempre esquecido padre Himalaia, que no início do século passado foi um ilustre pioneiro do aproveitamento da energia solar que não fez escola.

Curiosamente, este país tão atrasado parece que até se está desenvolver bastante razoavelmente nesta área: a energia das ondas na Póvoa do Varzim, a energia solar na Amareleja, a geotermal nos Açores, a eólica e a hidroeléctrica um pouco por todo o lado, carros movidos a óleo de cozinha.

Com as condições naturais e a necessidade imperiosa, universidades competentes, empresas a trabalhar no sector, mercados para exportar tecnologia e produtos, pergunto (com a proverbial ingenuidade dos simples de espírito): para que vamos investir tanto milhar de milhão de euro em aeroportos (de duvidosa necessidade), linhas de combóio de alta velocidade (de mais do que duvidosa necessidade), autoestradas entre Porto e Lisboa (verdadeiramente desnecessárias)?

Para mais agora, que os miúdos da escola estão a virar génios da matemática é aproveitar para nos tornarmos uma economia competitiva em massa cinzenta e criatividade industrial.

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Comentários a: "do mal, o menos (ou há males que…)" (1)

  1. Pois a ideia é boa – aproveitar a massa cinzenta que por aí floresce. Não deixá-la ir para outros países, como está a acontecer.
    Quanto aos génios da matemática, não sei não…

    E, quanto às grandes obras, digo o mesmo que dizia ontem, na televisão, Medina Carreira: “quem não gostava de ter um carrão? – mas vamos andando de carrito”.

    Enquadra-se naquele ditado: “quem não tem dinheiro, não tem vícios”.

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