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deus os acuda!

País de marinheiros, assim se gostam de imaginar. E terá havido governo, nos últimos 30 anos que não se tenha cansado de lembrar a vocação marítima, enchido a boca com os “oceanos”? Os mais estudiosos até afirmam que há uma coisa assim chamada ZEE,  na” qual têm prerrogativas na utilização dos recursos, tanto vivos como não-vivos, e responsabilidade na sua gestão”.

Porém, reza a seguinte história (há muito, muito tempo atrás…) que vinham a entrar na barra e o motor avariou. Pediram socorro às 23,20 horas e, até à meia-noite, ninguém lhes respondeu. O salva-vidas só chegou à 1,10 horas”  Imprudência de quem anda pelo mar a altas horas da noite, pois não sabem eles que o mar é traiçoeiro e a noite má-conselheira?

 Via rádio, o pedido de socorro foi ouvido pelo “Tânia Filipe”. A sair da barra poveira para mais um dia de faina, a embarcação foi ao encontro do “Viva Jesus”. “Chegou num minuto”, mas sem meios, (…) o “Tânia Filipe”, um pouco maior, embateu nas rochas do molhe norte do porto de pesca e, “com uma avaria no leme”, foi obrigado a regressar ao porto. A sair para mais um dia de faina, por volta da meia noite?! Triste gente esta que troca os dias pelas noites…

O vento e a corrente empurraram o “Viva Jesus” para a costa e, com o mar calmo, os tripulantes saltaram para a praia. Há dias de sorte, mesmo à noite.

 O comandante da Capitania poveira reconhece que o piquete da Polícia Marítima – um agente – chegou ao local “já o barco estava encalhado na praia” e o salva-vidas – que teve que vir de Vila do Conde – já depois da uma da madrugadaRecorde-se que o porto da Póvoa fica mesmo ao lado (100 metros?) do local do naufrágio, além de ser um porto de pesca de razoável dimensão.

 Nestes casos, diz, e uma vez que o ISN só tem pessoal permanente entre as 9 e as 17 horas, é preciso chamar a tripulação, pelo que o socorro, diz, “chegou o mais rápido possível”. E se chegou o mais rápido possível, mais não se pode exigir.

Há quem confunda esta história com uma outra O naufrágio do Luz do Sameiro a 50 metros da praia da Légua, a 29 de Dezembro de 2006, vitimou seis pescadores, entre eles Inácio, filho de Manuel Maio. O único sobrevivente foi o ucraniano Vasyl Hurin, após cinco horas dentro de água. O socorro demorou duas horas a chegar e muitos viram os pescadores morrer junto à costa, o que na altura motivou muitas críticas aos meios para o salvamento dos homens no mar.

Mas não há confusão possível, porque o governo do país em que se passou esté último naufrágio certamente tomou algumas medidas básicas que evitam naufrágios tão perto dum porto de pesca como o da Póvoa, a tão poucos metros da praia, numa noite de mar tranquilo. Coisa, evidentemente, que não acontece (ainda) no país onde naufragou o “Viva Jesus”.

Mas isso é outra história, pois a situação herdada , como diz alguém, obriga a medidas que são as necessárias e as adequadas.

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