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A Polícia Municipal andou em plena Avenida dos Aliados a multar as senhoras que vendiam cravos a quem passava (in PJ)

 cada inspector daquela direcção da ASAE “tem que detectar 124 infracções, levantar 61 processos de contra-ordenação, que vão terminar em coimas, abrir oito processos-crime e fechar ou suspender o funcionamento de pelo menos seis estabelecimentos”. “E até têm de, por instrução central, fazer, pelo menos, duas detenções de pessoas”, frisou. (Paulo Portas in Público)

Há um fio condutor nestas duas notícias que se prendem a uma série de outras muito diversas (assim de memória, cito a “taxa” por adopção, a declaração ao fisco de entregas superiores aos 500 euros por parte dos próprios pais, a inquirição aos noivos sobre as despesas de casamento): o ímpeto persecutório a toda a actividade para “sacar” dinheiro para o Estado, a redução da esfera pessoal ou da iniciativa espontânea a um acto público e económico, a multiplicação de normas e interditos por alegada defesa duma certa ordem.

Sem teorias da conspiração à americana, nem futurismos apocalípticos tipo “Big Brother” (não, o outro: o do livro), isto faz-me recordar a imaginação daqueles reis de outrora para taxar os súbditos sempre que faltava dinheiro nos cofres do reino.

 

 

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