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visões do mundo

(…)unha terra na que perdura a simbiose entre actividade humana e territorio, sendo a súas principais fontes de ingresos a agricultura, o turismo, a madeira, e a artesanía, incluída a agroalimentaria, como son o mel e os queixos. Fontes de riqueza, todas estas, que dependen directamente de manteren o entorno nunhas condicións bastante semellantes ás que o caracterizaron dende que alí se implantaron os primeiros habitantes. Hai que ser honesto, e recoñecer que as axudas institucionais e a escasa densidade de poboación son dous factores de bastante peso nese éxito, pero para algunhas personas ese é un ideal cara o que todas as sociedades deben mirar, cando pensen no futuro a calquera plazo. Desafortunadamente, somos poucos os que así razonamos. (in Apunta, para non esquecer)
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 Portugal entrou numa nova vaga de construção de barragens como não via há mais de quatro décadas. (in O Público)
Num lugar onde o Estado se demitiu há muito de fazer investimentos em favor de quem teimosamente vai insistindo em ficar — uma paisagem excepcional, um conjunto alargado de recursos endógenos ímpares vão desaparecer ao serviço do Protocolo de Quioto e da redução dos gases com efeito de estufa.É tempo de dizer que a ruralidade não pode ser considerada como o empecilho à modernidade; e que não há modernidade possível para o nosso país, nem um desenvolvimento equilibrado, nem uma mais justa e equitativa distribuição de riqueza, se a factura a pagar for a destruição do mundo rural. (in Negrilho)
A Linha do Tua vale muito em termos futuros, se for correctamente explorada, em conjugação com o turismo fluvial do Douro e o crescente número de unidades hoteleiras e de turismo rural da região. Já quanto à barragem, qual será o tal impacto a nível social? Qual será o impacto benéfico para as pessoas da zona? Já aqui o escrevi e volto a referi-lo: o que lucraram as pessoas do Planalto Mirandês com Picote, Bemposta e Miranda? E nem sequer falo do impacto ambiental, da destruição da natureza quase selvagem que vai ocorrer! Mas aí já não há problema nenhum… A Linha do Tua, devidamente explorada para turismo tem muito para dar. Ponham os olhos nas inúmeras linhas turísticas recuperadas em França, na Inglaterra e na Suiça. Mas, não vale a pena. Somos um país de atrasados, governado por mentecaptos interesseiros. Estou farto! ( Jorge Pereira, de Mogadouro, in O Público)
 “Estas localidades vão ficar com um espelho de água extraordinário”, sublinhou Artur Cascarejo. O autarca pretende ainda promover nesta albufeira uma outra atracção. ” Este recurso permite-nos criar um outro tipo de oferta turística, que são as Escarpas do Tua. Algo totalmente diferente do Douro, do rio Pinhão e de outros rios. São escarpas lindíssimas, telúricas em estado selvagem e únicas em Trás-os-Montes e Alto Douro”. (in JN)
Segundo avança hoje o Diário de Notícias, a nova Lei das Finanças Locais vai possibilitar que vários municípios portugueses que contemplem a exploração de hidroeléctricas lançar, já a partir do próximo anos, derramas à colecta de IRC sobre a EDP. (in Diário Económico)

Hoje Somiedo está entre os concelhos mais ricos das Astúrias e os ursos aumentaram a sua população. Trata-se de uma riqueza sustentada que perdurará no tempo. Vendem algo que cada vez existe menos: conforto e bem-estar numa paisagem intocada e bravia. Resistiram à tentação das barragens, da energia eólica, das estações de esqui… e ganharam! Poderia o mesmo modelo desenvolvimento ter sido aplicado no Baixo Sabor? Claro que sim… E em vez dos mil postos de trabalho durante o pouco tempo que dura a construção da barragem teríamos umas largas centenas de empregos que perdurariam por décadas… além dum país de que nos poderíamos orgulhar! (in Fauna Ibérica) 

Comentários a: "visões do mundo" (3)

  1. Obrigado, pepe. Xa vexo que non somos tan pouco como eu pensaba 🙂
    Unha aperta.

  2. :S quixen dicir “tan poucos”

  3. E mais gente haverá, Miguez, quanto melhor se conhecerem as alternativas aos projectos de desenvolvimento “tradicionais” (grandes obras públicas, turismo de massas, monoculturas agrícolas e silvícolas).

    Projectos sustentáveis para o investimento privado e para o interesse colectivo, garantindo a necessária rentabilidade financeira e o povoamento do país dum modo mais equilibrado.

    Não me parece que seja preciso inventar nada, mas tão somente acrescentar os benefícios ambientais, sociais e culturais na folha da contabilidade.
    um abraço

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