El pensamiento posado y reposado sobre el papel tiene determinados componentes de presencia que no pueden sustituirse fácilmente. (Emilio Lledó in el país)
A existência física dum texto seguro pelos dedos, a presença do livro no espaço da sala que nos chama a pensar nos assuntos lidos, as marcas do tempo e do leitor, bem podem ter um interese marginal, senão mesmo ridículo, para quem não tem hábitos de leitura.
Possivelmente, o livro editado a papel voltará a ser um objecto caro, porque destinado a uma minoria. Áqueles gourmets que saboreiam a textura do papel enquanto deglutem uma ideia especiosa, uma frase bem condimentada.
E surgirá a moda das leituras em grupo, a serem partilhadas ao ritmo do tempo com que a vida enche o mundo de novidades e acontecimentos. Escrever passará a ser um exercício de estilo e sensibilidade, em rascunhos à mão e a lápis, num primeiro tempo e para não perder a inspiração; depois, um esforço de criatividade e inteligência. Possivelmente, surgirão espaços públicos com mesas e cadeiras onde se servirão cafés para que as pessoas possam ler, escrever e conversar…sem pressa. Com todo o prazer. E lojas de rua onde livros serão acumulados em estantes imensas num labirinto cujo sentido só o cliente apaixonado poderá descobrir.

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Confiram o trabalho de estudantes de jornalismo de Belo Horizonte – MG – Brasil.
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Seus comentários e conclusões sobre o assunto são muito importantes para nós.
Agradecemos,
Grupo de estudantes.
O JN de ontem publicou uma notícia que é uma sugestão para aqueles que decifram dentro de si a vocação para escrever, mas também para aqueles que em jeito de hobbie se sentam a rabiscar histórias por uma questão de gosto pessoal, sem que daí queiram fazer carreira, necessitando, no entanto, de métodos e técnicas que melhor os oriente, a nível de regras, na concepção:
Oficina de Escrita na Vivacidade Porto, com início na próxima segunda -feira.
A Oficina de Escrita Criativa é ministrada pela docente universitária Celda Choupina, especializada na matéria.
Pretende-se que este curso fomente e desenvolva competências nos domínios da leitura e da escrita, algo que está adjacente a um exponenciar da criatividade, podendo assim, as pessoas dar azo de forma livre mas organizada às ideias que fluem e povoam o seu imaginário. Conceitos como os de transposição do real e imortalização de histórias de vida serão abordados, além do escamotear das etapas que o processo envolve.
Poderão obter mais informações em http://www.vivacidade.pt
Esta informação está no Jornal de Notícias de ontem pag. 54.
Adelaide Pereira
28.10.09